“A NATO ficou mais forte com as minhas ações”, afirma Trump ao lado de Rutte. Presidente dos EUA espera que Rússia “faça o correto”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se esta quinta-feira com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, num encontro considerado crucial para o futuro da aliança militar. Durante a reunião, Trump voltou a criticar os aliados europeus pelo nível de investimento na defesa, ao mesmo tempo que se referiu ao cessar-fogo na Ucrânia, indicando que recebeu “boas notícias” da Rússia.

Pedro Gonçalves

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se esta quinta-feira com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, num encontro considerado crucial para o futuro da aliança militar. Durante a reunião, Trump voltou a criticar os aliados europeus pelo nível de investimento na defesa, ao mesmo tempo que se referiu ao cessar-fogo na Ucrânia, indicando que recebeu “boas notícias” da Rússia.

Na abertura da conversa com Rutte, Trump insistiu que a NATO se tornou “muito mais forte” devido às suas ações enquanto presidente dos EUA. A declaração surge num momento de tensão entre Washington e os aliados da aliança militar, devido às críticas reiteradas do republicano sobre o financiamento da organização.



Rutte, por sua vez, deu os parabéns a Trump pelas negociações para um cessar-fogo na Ucrânia, tema que dominou parte das discussões. O secretário-geral da NATO tem-se empenhado em garantir a relevância do bloco de defesa coletiva, especialmente num momento em que Trump tem ameaçado rever o compromisso dos EUA com a aliança.

Durante a reunião, Trump revelou estar a acompanhar de perto os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, tendo declarado que espera que a Rússia “faça a coisa certa”. A afirmação surge pouco depois de Vladimir Putin admitir aceitar, em princípio, um cessar-fogo de 30 dias, desde que os termos do acordo sejam discutidos com os Estados Unidos.

A Ucrânia já concordou com a suspensão temporária dos combates, mas o compromisso do Kremlin ainda carece de garantias adicionais. Steve Witkoff, enviado especial da administração Trump para o conflito, encontra-se em negociações diretas com Moscovo para consolidar os termos do cessar-fogo.

Além do conflito no Leste Europeu, outro tema central das conversações foi o financiamento da NATO.

Trump pressiona aliados da NATO por aumento de investimento militar
O presidente dos EUA tem sido um dos maiores críticos da atual estrutura de financiamento da NATO, defendendo que os países membros deveriam aumentar a sua contribuição para a defesa coletiva. O atual compromisso dos aliados da NATO estabelece um investimento mínimo de 2% do PIB em defesa, mas Trump quer elevar essa fasquia para 5%, argumentando que os EUA suportam uma carga desproporcional.

“Os Estados Unidos gastam quase 1 bilião de dólares em defesa, enquanto a Europa depende de nós”, afirmou Trump recentemente. O republicano sublinha que os EUA possuem, sozinhos, mais aviões de transporte pesado do que toda a Europa, tornando o bloco excessivamente dependente da capacidade militar americana.

Na semana passada, Trump levantou dúvidas sobre o compromisso da NATO na defesa dos EUA, afirmando que não interviria em caso de ataque a países que não contribuam adequadamente para a aliança.

“Se vocês não vão pagar, nós não vamos defender… Se vocês não pagam as suas contas, nós não os vamos defender”, disse o presidente em declarações na Sala Oval.

Contudo, a ideia de que os Estados Unidos financiam unilateralmente a NATO não corresponde inteiramente aos factos. Em 2024, o orçamento da aliança militar foi de 5 mil milhões de dólares, dos quais Washington contribuiu com 16%, o mesmo valor atribuído pela Alemanha. Outras potências europeias, como o Reino Unido e França, contribuíram com 10% cada, enquanto a Itália forneceu 8%.

Europa ajusta estratégia militar face às declarações de Trump
A postura de Trump em relação à NATO e à guerra na Ucrânia tem levado a Europa a reconsiderar a sua política de defesa, preparando-se para fortalecer a sua capacidade militar independentemente da aliança.

Desde que assumiu o cargo, Trump tem classificado o conflito no Leste Europeu como uma “guerra por procuração”, defendendo que se trata de um problema europeu e que os EUA gastam demasiado dinheiro na NATO.

Pera esta retórica, os países europeus começaram a reforçar as suas forças armadas, temendo que uma eventual retração dos EUA na NATO os deixe mais vulneráveis a uma possível agressão russa.

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Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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