Exército britânico “está pronto” se receber ordem para se deslocar para a Ucrânia, garante responsável

Segundo o brigadeiro Andy Watson, citado pela ‘BBC’, comandante das tropas britânicas no exercício da NATO, a sua brigada “está absolutamente pronta” caso receba ordens de envio para a Ucrânia

Francisco Laranjeira

O exército britânico indicou, esta quarta-feira, que está pronto para ser enviado para a Ucrânia se for solicitado pelo Governo: esta semana, 2.500 soldados britânicos da força de alta prontidão participaram num grande exercício da NATO na Roménia, numa área de treino a apenas 25 km da fronteira com a Ucrânia.

Segundo o brigadeiro Andy Watson, citado pela ‘BBC’, comandante das tropas britânicas no exercício da NATO, a sua brigada “está absolutamente pronta” caso receba ordens de envio para a Ucrânia.

Recorde-se que no início desta semana, Keir Starmer indicou que estava pronto e disposto a enviar tropas britânicas à Ucrânia para ajudar a garantir a sua segurança, caso haja um cessar-fogo.

Em termos de números de tropas que podem ser necessárias, Watson salientou que “claramente a aparência do pacote de forças dependeria do que o primeiro-ministro e o Ministério da Defesa gostariam”. “Acho que o primeiro-ministro foi muito claro que o Reino Unido contribuiria com os esforços, mas absolutamente não fazer isso por conta própria”, diz o brigadeiro Watson.

O exercício Steadfast Dart é o maior exercício da NATO neste ano e tem como objetivo demonstrar o quão rápido os aliados podem vir em defesa de um aliado sob ataque. Mas, embora tenha como objetivo demonstrar a prontidão da NATO, também destacou as suas limitações.

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O Reino Unido demonstrou que pode movimentar grandes quantidades de tropas e equipamentos, incluindo mais de 700 veículos militares, por 2.253 km pela Europa num prazo relativamente curto, como parte da nova Força de Reação Aliada da NATO. Mais de 10 mil militares de oito nações europeias estiveram envolvidos no exercício.

Mas isso é apenas 10% do número que a maioria dos especialistas militares acredita que pode ser necessário para qualquer operação de manutenção da paz dentro da Ucrânia, o que pode exigir uma força de mais de 100 mil soldados.

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