Turismo “selvagem” para ver erupção do Etna bloqueia passagem dos serviços de emergência (com vídeos)

Segundo o chefe regional de proteção civil da Sicília, Salvo Cocina, o turismo dos últimos dias no Etna é “selvagem” e “extremamente perigoso”, alertando que os turistas estacionaram os seus carros em ruas estreitas, impedindo os veículos de resgate.

Francisco Laranjeira

Milhares de turistas têm-se aglomerado no Monte Etna para assistir à erupção do vulcão, a ponto de bloquear ruas e impedir que os serviços de emergência de chegar a quem precisa de assistência, lamentaram esta terça-feira as autoridades italianas.

Segundo o chefe regional de proteção civil da Sicília, Salvo Cocina, o turismo dos últimos dias no Etna é “selvagem” e “extremamente perigoso”, alertando que os turistas estacionaram os seus carros em ruas estreitas, impedindo os veículos de resgate.

Na rede social ‘Facebook’, Cocina indicou que o fluxo de pessoas criou “uma cena selvagem com carros a lotar as estradas estreitas, congestionamentos de trânsito… e veículos de resgate impedidos de passar”. “Conforme cai a escuridão, a situação torna-se extremamente perigosa, com riscos crescentes de quedas e pessoas a afundar-se na neve”.

No entanto, os seus avisos não encontraram eco: oito pessoas, incluindo dois menores, perderam-se durante uma excursão esta segunda-feira e só foram localizadas algumas horas depois, tendo sido chamado o corpo de bombeiros; no domingo, um homem de 48 anos sofreu uma fratura num pé na sequência de uma queda e outros quatro desapareceram na noite anterior.

Os bombeiros foram chamados para ajudar os moradores locais e conter o fluxo de turistas na Sicília pelas ruas superlotadas – os autarcas locais, nas cidades nas encostas do vulcão, ordenaram que os visitantes ficassem a pelo menos 500 metros da lava, uma diretiva completamente ignorada.

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Carlo Caputo, autarca de Belpasso, garantiu que “embora visualmente impressionante, estão expostos a sérios riscos, pois a lava, quando interage com a neve, pode vaporizá-la instantaneamente e, com a energia térmica libertada, lançar violentamente fragmentos ou pedras”.

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