A cidade de Lisboa vai receber, a partir desta sexta-feira e durante o fim de semana, a 10ª edição do Encontro Nacional pela Justiça Climática, um evento que reúne mais de 20 organizações do movimento pela justiça climática em Portugal. O encontro, que terá lugar na Escola Secundária de Camões, contará com a presença do Climáximo, um dos coletivos mais ativos na luta contra a crise climática.
O evento assinala uma década de encontros nacionais do movimento e, nesta edição, a convocatória sublinha “a interligação entre o agravamento da emergência climática e a ascensão das políticas autoritárias e negacionistas, em Portugal e no mundo”. Segundo os organizadores, a resposta a estas crises passa por “movimentos de base como a solução para sair das crises climática e social”.
A programação deste 10º Encontro será “mais ampla, mais integrada e mais participativa”, de acordo com o comunicado do Climáximo. O evento assenta em dois eixos principais: o debate sobre o “Plano pela Justiça Climática” e a definição da “Agenda pela Justiça Climática” para 2025.
No primeiro eixo, será discutido o “Plano pela Justiça Climática, uma visão pelas pessoas e para as pessoas, para travar a crise climática”. Neste contexto, o Climáximo afirma que um dos pontos centrais será a análise do “Plano de Desarmamento” e do “Plano de Paz”, um documento que “descreve a logística desta guerra climática contra as pessoas e o planeta, e como podemos acabá-la e construir uma sociedade mais justa”. O coletivo salienta que este plano contém dezenas de medidas que foram “construídas ao longo dos anos, não só pelo Climáximo mas também por várias organizações e movimentos pela justiça social e climática”.
O segundo eixo do encontro incide sobre a “Agenda pela Justiça Climática: ações coordenadas para o ano de 2025”. Neste ponto, o Climáximo, juntamente com a Greve Climática Estudantil Lisboa, irá apresentar os planos de ação para o próximo ano, procurando mobilizar “toda a sociedade, para que todas as pessoas possam tomar ação para travar a crise climática”.
Entre as ações já delineadas está uma “assentada popular” no Aeroporto de Lisboa, convocada pelo Climáximo para o dia 1 de junho. Sob o lema “parar aviões, travar a crise climática, e mais transportes para o povo”, a ação visa chamar a atenção para o impacto ambiental da aviação e reivindicar alternativas de mobilidade mais sustentáveis e acessíveis.
O Encontro Nacional pela Justiça Climática arranca no dia 21 de fevereiro, sexta-feira, às 19h00, com uma Sessão de Abertura que contará com a presença de ativistas internacionais. Entre os convidados estão representantes da Partnership for Green Future, da Tanzânia, do Just Stop Oil, do Reino Unido, e do Extinction Rebellion Madrid, de Espanha.
Mais de 20 organizações de todo o país irão participar no evento, que se apresenta como “um momento de construção, de fortalecimento, e de convite para que a sociedade se una à luta pela vida”, segundo os organizadores.














