Sabe quanto poupava na ida ao supermercado há um ano? Veja quais os produtos que ficaram mais caros e quanto

Comparando com o início de 2025, o cabaz está 5,23 euros mais caro. Mas, se olharmos ao período homólogo do ano anterior, verifica-se uma subida de preço em 4,79 euros, e ainda maior, de 57,76 euros, se compararmos com o preço do cabaz antes do início da guerra na Ucrânia

Francisco Laranjeira

O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste não registou qualquer mexida esta semana, depois do aumento registado na anterior. Assim, o conjunto de produtos considerado custava esta quarta-feira os mesmos 241,39 euros do que há sete dias.

Comparando com o início de 2025, o cabaz está 5,23 euros mais caro. Mas, se olharmos ao período homólogo do ano anterior, verifica-se uma subida de preço em 4,79 euros, e ainda maior, de 57,76 euros, se compararmos com o preço do cabaz antes do início da guerra na Ucrânia.

Há um ano, a dourada custava 2,39 euros a menos

A dourada foi o produto que mais subiu no espaço de um ano, percentualmente: custa atualmente mais 34% do que a 14 de fevereiro de 2024. Depois, segue-se a pescada fresca (27%), o atum posta em azeite (23%), o peixe-espada-preta (22%), o novilho carne para cozer (19%) e o bacalhau graúdo (18%). Depois chegam o peru bife e o peru perna (11%), ligeiramente acima dos medalhões de pescada, com 10%. O alho seco fecha a lista, com uma subida de 9%.

Atum posta em azeite liderou os aumentos esta semana com mais dois produtos

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Observando apenas a última semana, de 5 e 12 de fevereiro, os produtos que mais subiram de preço foram os seguintes: atum posta em azeite, couve-coração e iogurte líquido (todos com 10%). Seguem-se massa esparguete, pão de forma sem côdea e azeite virgem extra (9%), a pescada fresca (8%): por último, com um aumento de 4%, estão o arroz carolino, a massa espirais e óleo alimentar.

Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde o início da guerra, foram registados no peixe (38,78%, mais 23,39 euros) e na mercearia (35,82%, mais 15,1 euros) – segue-se a carne, que custa mais 10,42 euros, mais 32,35%.

Massa esparguete está 17% mais caro desde o início do ano

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Comparando os preços do cabaz da última semana com o mesmo conjunto de produtos adquiridos no início deste ano, verifica-se que foram os seguintes produtos os que registaram maior incremento de preço: massa esparguete (17%), salmão e polpa de tomate (15%), medalhões de pescada (13%), flocos de cereais (10%): seguem-se o queijo flamengo fatiado embalado (9%), arroz carolino e manteiga com sal (8%) e, por último, o peru bife e o feijão manteiga (7%).

Azeite Virgem Extra mais do que duplicou de preço desde o começo da guerra na Ucrânia

O cabaz da última semana, quando comparado com o mesmo conjunto de produtos adquiridos a 23 de fevereiro de 2022, antes do conflito na Ucrânia, tem diferenças avassaladoras: o azeite virgem extra (116%) lidera a lista, seguido pela pescada fresca (99%). Depois, arroz carolino (66%), polpa de tomate (64%), novilho carne para cozer (58%), dourada (55%), batata vermelha (48%), peru bife e peru perna (47 e 46%, respetivamente). Por último, o peixe-espada-preto, com uma subida de 46%.

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