Portugal ocupa o terceiro lugar na União Europeia (UE) com a maior proporção de pessoas que declaram ter uma doença crónica ou problema de saúde prolongado, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No ano passado, 42,3% dos residentes em Portugal com 16 anos ou mais afirmaram ter uma doença crónica ou um problema de saúde prolongado. Este valor representa um aumento de 10,2 pontos percentuais em relação a 2004, evidenciando um crescimento na prevalência destas condições em Portugal.
As doenças crónicas afetam principalmente os idosos, com 68,1% das pessoas com 65 anos ou mais a reportarem ter uma doença crónica. As mulheres também são mais afetadas, com 45,9% a declararem ter uma doença crónica, em comparação com 38,4% dos homens.
De acordo com dados de 2019, as dores lombares e cervicais são as doenças crónicas mais frequentemente reportadas em Portugal, afetando 37,3% e 27,1% da população, respetivamente. A hipertensão arterial é a terceira doença crónica mais comum, afetando 26,4% da população. A depressão também é um problema de saúde significativo, afetando 12,1% da população, com maior prevalência entre as mulheres.
Em 2023, Portugal registou uma das maiores proporções de pessoas com doença crónica ou problema de saúde prolongado na UE, com 44,5% da população a reportar esta condição. Este valor é superior à média da UE de 35,1%.
Portugal está entre os cinco Estados-Membros da UE com proporções de doenças crónicas acima de 40%, juntamente com a Finlândia, Estónia, Letónia e Suécia. A Itália, por outro lado, apresenta a menor percentagem de pessoas com doenças crónicas, com menos de 20%.






