O Hamas anunciou esta segunda-feira que a libertação de reféns prevista para sábado, 15 de fevereiro de 2025, foi adiada indefinidamente, acusando Israel de violar os termos do cessar-fogo. A organização justificou a decisão através do seu canal no Telegram, onde afirmou que Israel tem atrasado o regresso de deslocados ao norte da Faixa de Gaza e impedido a entrada de ajuda humanitária no enclave.
“Durante as últimas três semanas, a liderança da resistência monitorizou as violações do inimigo e a sua falha em cumprir os termos do acordo”, declarou o Hamas. A organização apontou como infrações o bloqueio ao regresso de deslocados, ataques a estas populações através de bombardeamentos e tiros em várias zonas da Faixa de Gaza e a recusa israelita em permitir a entrada dos fornecimentos de ajuda conforme estabelecido no acordo.
“Assim, a entrega dos prisioneiros sionistas, que estava programada para o próximo sábado, 15 de fevereiro de 2025, será adiada até nova ordem e até que a ocupação cumpra e compense retroativamente os direitos acordados nas últimas semanas”, acrescentou o grupo.
Apesar da suspensão, o Hamas garantiu estar comprometido com os termos do cessar-fogo “enquanto a ocupação também os cumprir”.














