Super Terça-Feira: Sanders e Biden lutam pela nomeação do Partido Democrata

O antigo vice-presidente dos EUA destacou-se na noite de terça-feira. Venceu no Texas e mais uma mão cheia de estados. O senador do Vermont, porém, ganhou na Califórnia, o maior em delegados.

Executive Digest

O antigo vice-presidente dos EUA destacou-se na noite de terça-feira. Venceu no Texas e mais uma mão cheia de estados. O senador do Vermont, porém, ganhou na Califórnia, o maior em delegados.

A partir de agora, Joe Biden (453) e Bernie Sanders (382 delegados) lutarão pela nomeação do Partido Democrata, dividido entre progressistas e moderado. O escolhido será o adversário do republicano Donald Trump nas eleições de Novembro.

O que separa os candidatos? Sanders, por exemplo, defende um Sistema Público de Saúde, enquanto Biden prefere a consolidação da Obamacare, que tem por base o sector privado de seguros. O senador do Vermont exige também a extinção das propinas em universidades estaduais, ao contrário de Biden. 

Em declarações ao “Expresso”, o advogado Jerry Crawford, um dos directores de campanha de Hillary Clinton em 2016, disse que «a elegibilidade foi chave» da noite de 3 de Março. «Muitos americanos não querem saber de esquerda ou direita. Querem ganhar, apenas isso. Estão fartos de um presidente absolutamente indecente e Biden é o que tem mais possibilidade de o desalojar da Casa Branca», garante, exemplificando com o caso da Carolina do Sul para explicar como a comunidade afro-americana, que representa 60% do eleitorado democrata naquele estado, personificou «o pragmatismo americano». «Não caíram em promessas mirabolantes. Escolheram o diabo que conhecem.»

Quanto a Michael Bloomberg, que serviu durante mais de uma década como presidente da Câmara de Nova Iorque, a cidade mais populosa dos Estados Unidos, explica que não vingou porque «vendeu arrogância». «Tal foi evidente nos debates televisivos, onde mostrou sinais constantes de enfado. Com isso, reforçou a ideia de ser alguém que acredita que só por ser muito rico tem mais direitos do que os outros. Fica a lição», considera Crawford.

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Com cerca de 500 milhões de dólares (448 milhões de euros) gastos até hoje, mais do que Barack Obama despendeu na procura da reeleição em 2012, Bloomberg auto-financiou o seu projecto político. Mas, até ontem, conquistou apenas uma vitória, no território da Samoa Americana, com seis delegados. O vencedor final necessita de uma maioria de 1991.

Depois de conhecidos os resultados da votação na Carolina do Sul, no sábado, recorde-se que alguns dos principais nomes, como Pete Buttigieg e Tom Steyer, abandonaram a corrida, deixando o grupo de candidatos mais bem posicionados nas sondagens reduzido a quatro nomes: Bernie Sanders, Joe Biden, Elizabeth Warren e Michael Bloomberg.

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