Ministra da Saúde confirma: lei nacional permite quarentena obrigatória

A governante está no Parlamento para explicar o que está a ser feito para conter o coronavírus em Portugal.

Executive Digest

A ministra da Saúde confirmou esta terça-feira, no Parlamento, que a lei portuguesa permite decretar a quarentena obrigatória, recorrendo logo de seguida à lei 81/2009, que estabelece «um sistema de vigilância em saúde pública, identifica situações de risco, recolhe, actualiza, analisa e divulga os dados relativos a doenças transmissíveis e outros riscos em saúde pública, bem como prepara planos de contingência face a situações de emergência ou tão graves como de calamidade pública».

De acordo com a legislação, o membro do Governo responsável pela pasta da Saúde – Marta Temido, no caso português – pode «emitir orientações e normas regulamentares no exercício dos poderes de autoridade, com força executiva imediata, no âmbito das situações de emergência em saúde pública com a finalidade de tornar exequíveis as normas de contingência para as epidemias ou de outras medidas consideradas indispensáveis cuja eficácia dependa da celeridade na sua implementação».

A governante está no Parlamento para explicar o que está a ser feito para conter o coronavírus em Portugal. Trata-se de uma antecipação da agenda, uma vez que amanhã ia ser votado um requerimento do CDS a pedir uma nova audição da responsável da Saúde, para falar sobre o Covid-19.

Os primeiros dois casos confirmados de infecção por Covid-19 em Portugal foram confirmados ontem, 2 de Março, em dois homens: um de 60 anos que esteve de férias em Itália e outro de 33 anos que esteve em Valência, Espanha, em trabalho.

O surto de Covid-19, detectado em Dezembro, na China, já provocou mais de três mil mortos e infectou quase 90 mil pessoas em 67 países, incluindo em Portugal. Das pessoas infectadas, cerca de 45 mil recuperaram.

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Além de 2.912 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

A Organização Mundial da Saúde elevou a ameaça internacional do novo surto de coronavírus para «muito elevada», reiterando que o vírus pode transformar-se numa pandemia.

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