Empresas estimam aumentar orçamentos de cibersegurança até 9% nos próximos dois anos

Diante do crescente número de ciberincidentes e das consequentes perdas financeiras, as empresas estão a reforçar os seus investimentos em segurança de TI, estimando aumentar orçamentos de cibersegurança até 9% nos próximos dois anos.

André Manuel Mendes

Diante do crescente número de ciberincidentes e das consequentes perdas financeiras, as empresas estão a reforçar os seus investimentos em segurança de TI, estimando aumentar orçamentos de cibersegurança até 9% nos próximos dois anos.

Essa tendência foi destacada no mais recente relatório ‘Economia da Segurança de TI’, da Kaspersky, que analisa as mudanças nos orçamentos e desafios do setor. Segundo o inquérito, globalmente, a mediana dos orçamentos para cibersegurança situa-se em 0,6 milhões de dólares, correspondendo a 12% do orçamento total de TI, que atinge 5 milhões de dólares. Nos próximos dois anos, as empresas preveem aumentar os investimentos nesta área em 8,9%.

Na Europa, a alocação de recursos para segurança é ainda maior, atingindo 16,9% do orçamento total de TI, o equivalente a uma mediana de 1,1 milhões de dólares. Esse valor deve crescer 9,2% nos próximos anos. No sul da Europa, o investimento em cibersegurança representa 15,7% do orçamento total, com um crescimento esperado de 8,9%. Já na Europa Ocidental, o percentual é de 14,5%, com previsão de aumento de 9,3%.

Entre os países europeus, a Itália lidera com o maior orçamento de TI (9,1 milhões de dólares), seguida pelo Reino Unido (6,8 milhões) e Alemanha (5,9 milhões). As empresas italianas e alemãs são as que mais investem em cibersegurança, destinando 1,1 milhões de dólares para essa área.

O aumento dos orçamentos de cibersegurança é impulsionado pelos prejuízos financeiros resultantes de ciberincidentes. Globalmente, as empresas registam uma média de 14 incidentes anuais, gastando cerca de 1,8 milhões de dólares para recuperação, valor três vezes superior ao investimento em segurança de TI.

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Na Europa, a média é de 16 incidentes por ano, com custos de recuperação na ordem de 1,7 milhões de dólares, 1,5 vezes superior ao orçamento de cibersegurança. Na Europa Ocidental, as perdas financeiras atingem 2 milhões de euros, 2,2 vezes o valor investido em segurança, enquanto no sul da Europa os custos são de 1,7 milhões de euros, 1,5 vezes o orçamento.

O Reino Unido é o país que mais sofre ciberataques, registando uma média de 19 incidentes anuais e perdas de 2,6 milhões de dólares, 2,9 vezes o valor investido em segurança. Seguem-se a Itália, com prejuízos de 2,1 milhões de dólares, e a França, com 1,4 milhões de dólares.

O estudo revela que 100% das empresas inquiridas implementaram segurança nos endpoints, 94% adotaram proteção de rede, 83% utilizam segurança em cloud e 75% recorrem a serviços especializados.

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No entanto, a formação em segurança é negligenciada, sendo uma prioridade para apenas 53% das empresas. Esse fator é preocupante, considerando que a engenharia social e o erro humano continuam a ser vulnerabilidades significativas. Sem a devida capacitação, mesmo as melhores ferramentas de segurança podem ser comprometidas por falhas humanas.

 

 

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