De um cessar-fogo na Ucrânia a um pouco provável ataque nuclear: Estes são os maiores riscos para a UE em 2025

Um novo relatório publicado pelo Instituto Universitário Europeu (EUI) e pelo Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia (EUISS) apresenta um panorama dos principais riscos globais que podem impactar a União Europeia (UE).

André Manuel Mendes

Um novo relatório publicado pelo Instituto Universitário Europeu (EUI) e pelo Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia (EUISS) apresenta um panorama dos principais riscos globais que podem impactar a União Europeia (UE).

Intitulado “Riscos Globais para a UE”, este estudo é o primeiro esforço pan-europeu a reunir perceções de quase 400 especialistas para avaliar as principais ameaças à unidade, segurança e prosperidade do bloco.

Entre as preocupações mais destacadas está a possibilidade de um cessar-fogo na Ucrânia ditado pelos termos da Rússia, o que seria visto como um erro estratégico e um risco existencial para a segurança da UE. O relatório também aponta como riscos de alto impacto o crescente isolacionismo dos EUA, a intensificação de táticas de guerra híbrida e a instabilidade prolongada no Médio Oriente.

A pesquisa identificou sete riscos diretamente associados à Rússia, incluindo uma possível renovação de ações militares contra Estados vizinhos que não fazem parte da NATO, como a Geórgia e a Moldávia. Outro receio levantado é a eventual ascensão de governos pró-Rússia nestes países, o que poderia aumentar a volatilidade na região.

Os especialistas também destacaram o perigo de a UE continuar dependente das garantias de segurança dos EUA, especialmente face a declarações de líderes como Donald Trump, que sugerem um possível recuo dos compromissos de defesa transatlânticos. O relatório compara este risco à gravidade de um ataque nuclear russo, embora este último seja considerado improvável.

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A segurança cibernética foi identificada como uma vulnerabilidade iminente, enquanto os conflitos no Médio Oriente, como a violência entre Israel e Hamas e a potencial escalada envolvendo o Irão, permanecem ameaças de alto impacto. A migração irregular proveniente do Médio Oriente e do Norte de África também foi apontada como um fator que pode aprofundar divisões internas na UE.

“A pressão sobre a Ucrânia para aceitar um compromisso apressado com a Rússia não é apenas um passo em falso estratégico; é um risco existencial para a segurança da União Europeia”, disse Veronica Anghel, autora do estudo e investigadora do Instituto Universitário Europeu.

O relatório também explora riscos em regiões como a Ásia Oriental, o Sul da Ásia e a África Subsaariana, com foco em tensões envolvendo a China e Taiwan, bem como em áreas instáveis como o Sahel e o Corno de África.

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