A escola básica de 2º e 3º ciclos de Tondela e a escola básica de Miranda do Corvo são as denúncias mais recentes devido à presença de amianto. Os nomes destas duas escolas chegaram ao longo desta semana ao Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e à organização ambientalista Zero, que, “por falta de uma lista oficial divulgada pelo Ministério da Educação”, está a compilar as denúncias e a fazer um levantamento das escolas com amianto. Já são 119, avança o Expresso esta segunda-feira.
“O Governo está a ignorar completamente o problema. Ninguém sabe quantas são, não há conhecimento de monitorização da situação nem de calendário para a remoção do amianto. Ou o Governo não tem nada feito ou anda a esconder”, afirma ao Expresso André Julião coordenador do MESA. “Quase todos os dias recebemos novas denúncias. A verdade é que não temos uma noção real daquilo que se passa no país, mas parece-nos que pode ser bem mais vasto do que esperávamos quando iniciámos o levantamento”, acrescenta.
O levantamento de escolas feito pelo MESA e a Zero dá conta de que 113 escolas com denúncias são públicas e grande parte fica em Lisboa e Setúbal. No entanto, lembra Íria Madeira, membro da Zero, não significa que a dimensão do problema seja menor no resto do país. “Temos menos denúncias da zona norte e sul do país, mas haverá pelo menos tantos casos nestas regiões como há em Lisboa. Acredito que o número real possa ser o dobro”, adianta ao Expresso a responsável.
A capital lidera com 35 denúncias, segue-se Setúbal com 32 e Braga com nove. Pelo menos 81 escolas são de 2º e 3º ciclos e secundário, cuja responsabilidade é do ministério.




