A análise de Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati
O novo barómetro da Executive Digest demonstra bem a tranquilidade e confiança dos líderes no futuro do nosso País. Talvez o silêncio dos actuais decisores políticos esteja a estimular esta aura de que a economia privada é um factor fundamental para o bem estar social. Um motor da mobilidade do elevador social, para a geração de riqueza e aumento da produtividade, para a tranquilidade das corporações…
Julgo que, finalmente, os líderes empresariais, neste período do ano, começam a desinteressar-se do Orçamento de Estado e a interessar-se pela economia, pelas cadeias de produção, pela gestão do talento, pela matriz de federação europeia (e não nacionalista), pela inovação como factor diferenciador, pela diversificação energética, pelo entendimento da importância da marca num mundo global, pela compreensão do conceito de “coopetição” num mercado pequeno, pela regulação extrema… Em lugar de estarmos todos de “mão estendida” à espera do Estado, que em Novembro de cada ano promete distribuir ou subtrair aos segmentos sociais e económicos através do orçamento de estado. Por esta “indulgência empresarial” se compreende que a maioria dos líderes confia num crescimento de pelo menos 2.1% da economia no próximo ano. Ou que 95% dos líderes antecipem que as suas organizações irão crescer em 2025, sendo que 37% crescerá acima de 10%. Por terem lucros (palavra que alguns odeiam), 69% das organizações irão reinvestir nos seus negócios e nas suas pessoas, o que torna fundamental a política fiscal de reinvestimento dos lucros. Porque em 2024, 72% das empresas atingiram ou superaram os seus objectivos. Tudo porque 95% dos líderes está confiante e/ou muito confiante no desempenho para o próximo ano. Num ano de instabilidade política, a economia está confiante. “Italianizou-se” e vive bem com o Estado, com qualquer ideologia e/ou modelo geométrico que saia das eleições. É o abandono da economia em relação à política. Tendo o seu rumo estratégico traçado e definido. Bem assente nas conclusões do “relatório Draghi”.
Finalmente entendemos!!!
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 225) da Executive Digest, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro.














