Há um novo caso suspeito de coronavírus em Portugal. Doente internado no Porto chegou de Milão

Vão ser realizadas colheitas de amostras biológicas para análise.

Executive Digest

Há um novo caso suspeito de coronavírus em Portugal. De acordo com um comunicado oficial da Direção-Geral da Saúde, “foi validado um caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (COVID-19) em Portugal, após avaliação clínica e epidemiológica”.

Trata-se de um doente proveniente de Milão que foi encaminhado para o Centro Hospitalar Universitário de São João, um dos hospitais de referência para estas situações.

De acordo com o mesmo comunicado, “o doente fica internado e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA)”.

Os resultados devem ser conhecidos durante o dia de segunda-feira.

Este é o 13.º caso suspeito de infeção com Covid-19 detetado em Portugal. Todos os outros 12 casos suspeitos foram testados e os resultados deram negativos.

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Depois da China, Japão e Coreia do Sul, a Itália é o país com mais casos de infeção.

O Ministério da Saúde de Itália anunciou este domingo que já há 157 infetados, 26 em estado grave, em quatro regiões, depois de realizar quase 3.000 análises de suspeitos. As autoridades de saúde registam três vítimas mortais devido a infeção com o Covid-19.

No resto da Europa, foram confirmados 16 casos de infeção na Alemanha, 13 no Reino Unido, 12 em França, um dos quais mortal, um na Bélgica e um na Finlândia.

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OMS deixa aviso urgente a todos os países 

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom, fez um apelo urgente a todos os países para que preparem uma resposta ao novo coronavírus, devido aos novos casos registados sem ligações claras.

Na conta do Twitter, o diretor da OMS afirmou que têm surgido novos casos de pessoas infetadas que não tiveram contacto com casos confirmados, nem viajaram para a China.

“O número total de casos fora da China mantém-se relativamente baixo, mas estamos preocupados com o número de casos sem ligação epidemiológica clara, como sejam antecedentes de viagens [a zonas afetadas] ou contactos com casos confirmados”, disse em conferência de imprensa Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra.

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