Portugueses pagam 10 mil euros na Suíça para terem assistência no suicídio

Enquanto se discute a despenalização da eutanásia em Portugal, há cidadãos a entrar num avião e a fazer noutro país o que por cá ainda não é possível.

Executive Digest

Enquanto se discute a despenalização da eutanásia em Portugal, há cidadãos a entrar num avião e a fazer noutro país o que por cá ainda não é possível. Alguns deles terão como destino a Dignitas, uma instituição na Suíça que já apoiou o suicídio assistido de sete portugueses, nos últimos 10 anos. Segundo adianta o jornal Público, 10 mil euros é o valor a pagar.

Na Suíça, a eutanásia não é legal, mas o suicídio assistido sim e até dispensa intervenção médica. Os responsáveis da organização indicam que um português recorreu à Dignitas em 2009 para morrer, seguindo-se mais dois em 2012, um em 2014 e três em 2017, 2018 e 2019. No total, desde 1998 até ao final do ano passado, a associação ajudou 3027 pessoas de diferentes nacionalidades a morrer.

A mesma publicação explica que o processo envolve, numa fase inicial, ser associado da Dignitas. Entre os 9822 membros da associação, encontram-se neste momento 20 portugueses, que tiveram de apresentar atestados médicos (incluindo psiquiátricos) que confirmem a condição clínica e a sua capacidade para tomar decisões.
Chegada a hora, a Dignitas desloca-se a casa das pessoas (ou outro local) e apoia no suicídio assistido, através da disponibilização dos fármacos indicados.

Além da Dignitas, indica ainda o Público, há outras associações a dedicar-se a esta área, como é o caso da Lifecircle e da holandesa Exit International. Esta última garante receber pedidos de informação por parte de portugueses: «Alguns estão interessados na opção suíça – e aí fornecemos-lhe informações sobre a organização Pegasos. Mas a maioria quer saber se podem executar eles próprios o seu plano de fim de vida», explica Philip Nitschke, médico australiano que lidera a organização.

No caso da Pegasos, criada apenas em Agosto do ano passado, existem instalações próprias onde os candidatos são acolhidos. Desde que abriu portas, recebeu entre três e cinco portugueses enquanto membros da associação, que podem não querer cometer suicídio para já mas querem ter essa opção.

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Para serem associados, pagam uma quota anual de 100 euros. É este o valor que lhes garante o fármaco letal necessário ao suicídio assistido. O acto em si custará ainda os 10 mil euros também praticados pela Dignitas.

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