Remax vê investimento de estrangeiros em Portugal crescer 3%

Os brasileiros surgem em destaque pelo terceiro ano consecutivo, chamando a si 6,2% do total de transacções realizadas.

Executive Digest

O investimento de clientes estrangeiros em imobiliário em Portugal, através da Remax, saltou cerca de 3%, no ano passado. Os brasileiros surgem em destaque pelo terceiro ano consecutivo, chamando a si 6,2% do total de transacções realizadas. Logo depois aparecem os franceses (1,78%), angolanos (1,08%), chineses (0,99%) e ingleses (0,95%).

Ainda assim, sublinha a Remax, os portugueses continuam a ser os principais clientes. Foram eles os responsáveis por 81,3% das transacções do ano passado, incluindo arrendamento e compra de imóveis. Segundo a imobiliária, este dado “confirma o bom momento que a economia nacional atravessa e o resultado de um maior acesso ao crédito”.

No total do ano, a Remax movimentou 5,20 mil milhões de euros (volume de preços), num total de aproximadamente 68 mil transacções – 78,6% das quais referentes a compra e venda de imóveis. Os resultados de 2019 corresponde a um aumento na ordem dos 19% no volume de preços e de 9% no volume de total de operações.

Lisboa e Porto na linha da frente

Ainda sobre 2019, a Remax adianta que Lisboa e Porto representaram mais de metade do volume de transacções. A capital portuguesa aparece em primeiro lugar, com um total de 30.681 operações, o que corresponde a 45,2% do total.

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Porto é o distrito que se segue (13,2%), à frente de Setúbal (9,7%), Faro (5,4%), Braga (5,2%), Leiria (3,5%), Santarém (3,3%), Coimbra (3,1%), Aveiro (2,9%) e Évora (1,3%). Estes 10 distritos representaram 92,8 % dos imóveis transaccionados pela Remax em 2019.

Quanto ao tipo de imóvel predilecto, a tendência aponta para apartamentos e moradias, com 62,6 e 20,5% do total de transacções, respectivamente.

Remax quer ser responsável por quatro em cada 10 transacções em 2023

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O plano da Remax para o futuro é ambicioso. A CEO Beatriz Rubio garante que a quota de mercado continuará a crescer, na sequência de uma aposta nos 125 concelhos portugueses onde a imobiliária percebeu que praticamente não estava presente.

«Falamos de zonas populacionais mais pequenas, onde a actividade de mediação imobiliária terá certamente êxito, mas que necessitam de profissionais que as conheçam bem. Esse é o nosso foco a curto prazo, o de estar presente de forma uniformizada ao longo de todo o País», adianta a responsável em comunicado.

Para 2023, o objectivo é outro: a Remax quer se responsável por quatro em cada 10 transacções imobiliárias realizadas em Portugal.

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