O que fazer no caso de um grande sismo, tsunami ou incêndio em Lisboa? Moedas apresenta hoje ‘Pontos de Encontro’ para onde população deve ir
Esta quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, irá participar na apresentação dos Pontos de Encontro designados para a população afetada por grandes acidentes ou catástrofes, como sismos, tsunamis, incêndios e inundações. Esta iniciativa, intitulada “Preparar Lisboa para Grandes Emergências”, visa assegurar que os cidadãos saibam para onde se dirigir em situações de emergência, minimizando assim o impacto de tais eventos na vida da população.
Durante o evento, será também apresentada a plataforma LxReSist, que tem como principal objetivo informar os cidadãos sobre os comportamentos e soluções a adotar para reduzir os riscos associados a sismos. A plataforma procura fornecer conteúdos que ajudem os lisboetas a tomar decisões informadas e conscientes em caso de catástrofes naturais.
De acordo com informações fornecidas à Executive Digest pela Câmara Municipal de Lisboa, os Pontos de Encontro foram estabelecidos em articulação com a Proteção Civil Municipal e estão diretamente relacionados com o sistema de aviso e alerta de tsunami. A CML identificou e implementou sinalética em vários locais considerados “pontos seguros” para a população:
- Praça Luís de Camões (JF Misericórdia)
- Praça D. Pedro IV (JF Santa Maria Maior)
- Praça da Figueira (JF Santa Maria Maior)
- Largo Adelino Amaro da Costa (JF Santa Maria Maior)
- Rua Gen. João de Almeida / Calçada da Ajuda (JF Belém)
- Rua Alexandre de Sá Pinto / Rua Matateu (JF Belém)
Este sistema de alerta foi renovado desde a sua apresentação inicial em 2022 e inclui a instalação de sirenes em locais estratégicos. Um teste do sistema ocorreu em março deste ano, com sucesso. O sistema de aviso e alerta de tsunami no Estuário do Tejo começou a ser instalado na Praça do Império, em Belém, onde já foram realizados dois exercícios de teste, em novembro de 2022 e novembro de 2023, para avaliar a prontidão da população e das autoridades.
Preparação para tsunamis e sismos
Dando continuidade ao projeto de preparação, a Câmara Municipal de Lisboa concluiu em março a implementação do sistema de alerta na Ribeira das Naus, entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio, que abrange as freguesias de Santa Maria Maior e Misericórdia. O vereador da Proteção Civil, Ângelo Pereira, destacou a importância de preparar Lisboa para os riscos associados às alterações climáticas, afirmando que “o fenómeno das alterações climáticas impõe uma urgência acrescida em preparar Lisboa para maiores ocorrências ou catástrofes, como os tsunamis”.
O projeto inclui a instalação de um sistema de aviso à população, com sirenes e painéis informativos digitais, assim como sinalética vertical para percursos de evacuação e pontos de encontro. Além disso, estão previstas ações de sensibilização e informação pública sobre o risco de tsunami na cidade.
A faixa ribeirinha de Lisboa, especialmente entre Belém e Santa Apolónia, encontra-se exposta ao risco de inundações por tsunamis, com um índice de perigosidade considerado “extremo” em cenários de sismos de grande magnitude. O Serviço Municipal de Proteção Civil recomenda que os cidadãos estejam atentos a sinais naturais que possam indicar a possibilidade de um tsunami, como sismos fortes, variações súbitas do nível do rio e ruídos anormais vindos do rio.
Preparação familiar e kits de emergência
Em termos de preparação, o Serviço Municipal de Proteção Civil aconselha os cidadãos a estarem informados sobre as zonas em risco e a elaborar um plano de emergência familiar. Este plano deve incluir um local de reunião e formas de contacto alternativo. Além disso, é recomendada a preparação de um ‘kit’ de emergência que contenha itens essenciais, como água, alimentos não perecíveis, lanternas, rádio, agasalhos, um estojo de primeiros socorros, artigos de higiene pessoal, um apito, um canivete multifunções e cópias dos documentos pessoais.
Com esta iniciativa, Lisboa dá um passo importante na sua preparação para enfrentar grandes emergências, garantindo que os seus cidadãos estejam informados e preparados para agir em situações de crise.