Hospitais portugueses preparam-se para a chegada do novo coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai enviar check list às principais unidades hospitalares para identificar quais poderão receber doentes infectados com o novo coronavírus.

Executive Digest

A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai enviar check list às principais unidades hospitalares para identificar quais poderão receber doentes infectados com o novo coronavírus, adianta o “Expresso”.

Será também activada uma segunda linha de resposta com hospitais em diferentes zonas activados a par com o avanço da epidemia e das necessidades que venham a existir. Esta terça-feira, os responsáveis da DGS reuniram-se com as administrações regionais de saúde e delegados de saúde para prepararem a rede de apoio.

Ter laboratório integrado na rede de referência do Instituto Ricardo Jorge, camas de cuidados intensivos, quartos de isolamento com pressão negativa ou um número suficiente de médicos em especialidades chave estão estão entre as várias características exigidas. As camas a seleccionar terão ainda, de acordo o “Expresso”, que cita especialistas, de cumprir um critério geográfico para que, por exemplo, esteja sempre garantida cobertura num raio de 100 quilómetros.

Esta terça-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou que esta rede a activar terá 280 camas, várias das quais estão actualmente ocupadas com doentes que carecem de isolamento como em caso de tuberculose multirresistente.

Para já, as únicas pessoas em isolamento – no Hospital Pulido Valente e no Parque da Saúde de Lisboa – são os 20 cidadãos regressados da China. Cumprem uma quarentena voluntária de 14 dias, que termina no próximo domingo. O grupo está em isolamento porque veio do epicentro da epidemia, em Wuhan na China, mas todos estão sem sintomas e os testes negativos. Ainda assim, estão dentro do período de incubação do vírus mais frequente: até 14 dias.

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Já outros seis casos suspeitos, com sintomas e ligação a territórios da China, mas fora do epicentro do coronavírus, ou a alguém que esteve naquele país, mas cujas análises foram negativas, não tiveram necessidade de quarentena.

As autoridades chinesas elevaram esta terça-feira para 1118 mortos e quase 44 mil infectados o balanço do surto de pneumonia na China continental causado pelo novo coronovírus (2019-nCoVdetectado em Dezembro, em Wuhan. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 350 casos de contágio confirmados em 25 países.

O balanço ultrapassa o da SARS que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos de SARS durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar  a síndrome respiratória aguda grave erradicada.

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As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

A Organização Mundial de Saúde reúne-se esta terça-feira em Genebra com cientistas, investigadores e peritos de saúde pública num fórum de dois dias para estudar formas de travar e lidar com o surto do novo coronavírus.

Veja aqui, em tempo real, o mapa da propagação do coronavírus.

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