Amazon está a acumular produtos feitos na China. Receia problemas na distribuição

A possibilidade de deixar de receber produtos feitos na China não agrada à Amazon.

Filipa Almeida

A possibilidade de deixar de receber produtos feitos na China não agrada à Amazon. Por isso mesmo, a gigante de comércio electrónico decidiu precaver-se: ao longo da última semana, aumentou as encomendas de artigos vindos de Oriente para assegurar que tem unidades suficientes em stock para responder aos pedidos dos seus clientes.

Acumular é palavra de ordem, segundo revelam emails a que o Business Insider teve acesso. Nas mensagens trocadas com fornecedores, a Amazon explica que se está a “preparar para possíveis disrupções na cadeia de distribuição devido aos recentes eventos globais com origem na China”. O coronavírus será o culpado desta estratégia da companhia liderada por Jeff Bezos, uma vez que o surto já levou ao encerramento de fábricas.

Nos mesmos emails, a Amazon explica que o reforço de encomendas diz respeito a produtos vendidos nos Estados Unidos da América mas fabricados na China. A empresa indica ainda que os fornecedores têm cinco dias extra para entregar os produtos.

A Amazon confirmou, entretanto, as encomendas, tendo partilhado com a mesma publicação uma declaração oficial: «Por precaução, estamos a trabalhar com os fornecedores para assegurar inventário adicional e garantir que mantemos a nossa selecção de produtos para os clientes», afirmou um representante da Amazon.

A gigante também terá aconselhado os seus parceiros de vendas a tomar precauções para se protegerem de possíveis quebras no desempenho. As recomendações vão desde cancelar encomendas antigas que não conseguirão ser entregues a suspender as suas actividades na plataforma de comércio electrónio. “Vamos considerar este evento imprevisível quando avaliamos o desempenho recente das vossas contas”, indicou a Amazon no email enviado.

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