Ucrânia: Rússia anuncia conquista de mais duas localidades em Donetsk

As autoridades russas anunciaram hoje a captura de mais duas localidades na província de Donetsk, no leste da Ucrânia e principal foco da invasão desencadeada pelas forças de Moscovo em fevereiro de 2022. O Ministério da Defesa russo indicou em comunicado na rede Telegram que “unidades do grupo de forças do Sul libertaram a cidade de Serebrianka”, enquanto o grupo do Centro assumiu o controlo de Nikolaevka. Segundo o Ministério da Defesa, estas unidades “continuam a avançar nas profundezas das defesas inimigas”, depois de terem tomado dezenas de localidades de Donetsk nos últimos meses. Kiev não comentou ainda o…

Executive Digest com Lusa
Outubro 23, 2024
18:56

As autoridades russas anunciaram hoje a captura de mais duas localidades na província de Donetsk, no leste da Ucrânia e principal foco da invasão desencadeada pelas forças de Moscovo em fevereiro de 2022.

O Ministério da Defesa russo indicou em comunicado na rede Telegram que “unidades do grupo de forças do Sul libertaram a cidade de Serebrianka”, enquanto o grupo do Centro assumiu o controlo de Nikolaevka.



Segundo o Ministério da Defesa, estas unidades “continuam a avançar nas profundezas das defesas inimigas”, depois de terem tomado dezenas de localidades de Donetsk nos últimos meses.

Kiev não comentou ainda o anúncio da Rússia.

As regiões de Donetsk e Lugansk (leste) e de Kherson e Zaporijia (sul) foram declaradas províncias ucranianas anexadas por Moscovo, embora as suas tropas ocupem apenas parcialmente cada uma delas e a comunidade internacional não o reconheça, à semelhança do que sucede desde 2014 com a península da Crimeia.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Já no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontaram-se com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais, que começaram entretanto a concretizar-se.

As negociações entre as duas partes estão completamente bloqueadas desde a primavera de 2022, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de uma parte do seu território, e a rejeitar negociar enquanto as forças ucranianas controlem a região russa de Kursk, parcialmente ocupada em agosto.

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