Ensaio. Polestar 4: o SUV coupé elétrico que pretende ir mais além!

A marca que pertence também ao chineses da Geely juntamente com a Volvo,  apostou no lançamento de um estradista a que deu nome de Polestar 4 (estrela polar 4). E, tem razões para sorrir!

Jorge Farromba

A marca que pertence também ao chineses da Geely juntamente com a Volvo,  apostou no lançamento de um estradista a que deu nome de Polestar 4 (estrela polar 4). E tem razões para sorrir!

Muitas vezes pensamos quais os motivos pelos quais um Grupo como a Geely adquiriu a Volvo e a Polestar, marca esta que possui ainda a Geely Auto (mercado chinês); Geometry; Lynk & Co; Lotus; Proton, LEVC (London Electric Vehicle Company), além de veículos comercias e participações estratégicas com a Daimler AG e a Terrafugia (mobilidade urbana e veículos voadores).



A Geely pretende estar em todos os segmentos de mercado e para isso posiciona-se (o modo como quer ser vista pelo consumidor) com duas marcas com mensagens (produtos) distintos:

 

VOLVO

POLESTAR

SEGMENTO

Premium

Veículos elétricos

Veículos híbridos.

Premium

Veículos elétricos de alto desempenho

 

FOCO Segurança

Sustentabilidade

Tecnologia de ponta

Inovação

Design vanguardista

Sustentabilidade

E ciente deste posicionamento, qualquer Polestar tem na sua génese qualidade de produto e muita atenção ao detalhe. A marca já tinha elevado a fasquia, ao apresentar um produto superior e que pudesse suplantar a concorrência com o 3. Aqui esmerou-se.

As linhas exteriores são distintas do 3 mas, nem por isso, menos elegantes. A zona frontal tem o emblemático martelo de Thor mas aqui dividido em 2 óticas: prefiro mesmo assim o formato da frente do 3!

A traseira cativa, mas é a ausência do vidro traseiro que intriga, tendo sido a inovação da marca, substituindo o mesmo por câmaras! Muito provavelmente o vidro – mesmo que, de pequenas dimensões, era possível, mas a inovação parecer ser o foco. Face ao Polestar 3 nota-se bem o aumento das dimensões; já em condução não. A estacionar sim!!

Exteriormente, o Polestar 4 destaca-se pela elegância e robustez no desenho, pelas pegas das portas retráteis, JLL de grandes dimensões e pela quantidade de câmaras que possui.

Interiormente, era difícil a marca fazer melhor que o 3, mas tal, foi conseguido! Os bancos ergonómicos perfurados, totalmente elétricos, com sistema de ventilação, aquecimento e massagens mantêm o cheiro da pele natural, mesmo sendo sintéticos. O volante, possui a pega e o diâmetro correto. A marca já nos habituou a não ter o botão Start, passando simplesmente a clicar na manete e seguir viagem – Simply Clever!

Torna-se um exercício difícil encontrar materiais de menor qualidade. Todos os plásticos são moles e os detalhes existem por todo lado, a começar nas colunas em formato quadrado da Harman Kardon. O painel central com mais de 15 polegadas permite uma boa legibilidade e a usabilidade marca presença, sendo fácil a transição de menus! Todas as funções estão ali concentradas, tal como no Tesla, incluindo o ar condicionado. O único botão que existe é na consola central para aumentar o volume da música e do áudio.

A habituação à câmara traseira no espelho retrovisor é rápida sendo que a qualidade da mesma é boa.

O coeficiente aerodinâmico, fruto do centro de gravidade do 4 e do formato coupé melhora, mesmo face ao Polestar 3.

O Polestar 4 é daqueles automóveis que, quando nos sentamos no mesmo, rapidamente nos integramos e sentimos fazer parte do ecossistema do automóvel. O espaço interior é desafogado (os bancos traseiros reclinam) mas é sobretudo a acústica de nível superior que surpreende, onde a experiência sonora é fantástica, sendo que uma das opções passa por ter a música, ou áudio, nos encostos de cabeça. A insonorização segue pelo mesmo diapasão.

Percebe-se que houve muita atenção ao detalhe para lançar este modelo. Dito de outro modo, algumas viaturas parecem ter sido feitas por equipas separadas sem um fio condutor único. Esta parece um trabalho de equipa, de uma orquestra.

Quis o acaso que parte do ensaio fosse feito sob chuva intensa e com a versão de 544 cavalos com tração integral. Para as nossas estradas e limites de velocidade é “demasiado cavalo”, mas aquilo que se nota é uma precisão da direção elevada, bem como o seu peso. O conforto está num patamar superior, bem como o comportamento, que é assegurado pelos suspensões (reguláveis) e pelos dois motores.

O Polestar 4 encarna a filosofia de um estradista puro, sendo que à noite a iluminação minimalista e as zonas perfuradas dos painéis laterais das portas criam uma “mini obra de arte” desenhada nas portas.

Adquirir este modelo significa pagar mais de €63 000 pela versão single motor ou mais de 73 000€  pela versão com motor duplo. Existem motivos claros e inequívocos que justificam os valores: segurança, inovação, nível de equipamento, qualidade de construção e de materiais, mas, sobretudo, o nível de detalhe que a marca colocou no produto.

 

 

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Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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