OE2025: PR alega que “os portugueses não iriam compreender” se fosse para o estrangeiro

O Presidente da República justificou hoje o adiamento das viagens à Estónia e à Polónia com a necessidade de “acompanhar de perto” as negociações orçamentais em curso, alegando que “os portugueses não iriam compreender” se tivesse outra atitude.

Executive Digest com Lusa

O Presidente da República justificou hoje o adiamento das viagens à Estónia e à Polónia com a necessidade de “acompanhar de perto” as negociações orçamentais em curso, alegando que “os portugueses não iriam compreender” se tivesse outra atitude.

“Eu acho que a melhor maneira que eu tenho de servir o interesse nacional, neste momento, é não dizer nada sobre isso porque estamos muito perto do prazo de entrega da proposta [do OE2025], que é dia 10, porque estamos num momento importante e em que as posições se definem, de um lado e de outro, e tudo o que o Presidente da República dissesse agora funcionaria negativamente e não positivamente”, afirmou aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa, em Tomar (Santarém), à margem da cerimónia comemorativa dos 20 anos da Nova Jurisdição Administrativa e Fiscal.

Por outro lado, o chefe de Estado disse que, “atendendo a esta sobreposição temporal”, decidiu adiar as viagens à Estónia e à Polónia que estavam previstas para a próxima semana e manter-se no país, tendo em conta as negociações orçamentais em curso.

“Atendendo a esta sobreposição temporal que existe, e em que os próximos dias são verdadeiramente importantes, e o dia 10 é verdadeiramente importante, eu tinha uma coincidência de duas deslocações ao estrangeiro, à Estónia, marcada há já muito tempo, e à Polónia, marcada há um ano, mas entendo que é mais avisado ficar cá, para acompanhar de perto e não a milhares de distância”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que “os portugueses não iriam compreender” e que, estar longe do país, neste momento, “não fazia sentido”.

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O Presidente da República tinha previsto deslocar-se à Estónia entre segunda e quinta-feira, para uma visita de Estado, a convite do seu homólogo, Alar Karis, e depois a Cracóvia, Polónia, entre quinta e sexta-feira, para o 19.º encontro informal do Grupo de Arraiolos.

“Terminando no próximo dia 10 de outubro [quinta-feira] o prazo para entrega na Assembleia da República da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2025, mas estando ainda em curso diligências do Governo designadamente com o PS, com vista a concluir tal proposta, o Presidente da República considerou mais avisado adiar a deslocação prevista à Estónia e à Polónia na próxima semana e manter-se no país”, disse à Lusa fonte da Presidência da República.

De acordo com a lei, o Governo tem de entregar a proposta de Orçamento do Estado na Assembleia da República até 10 de outubro.

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“É uma teimosia que eu tenho”, declarou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, questionado pela Lusa sobre se mantém a expectativa da aprovação do OE 2025.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse ontem ter a convicção de que a reflexão que o secretário-geral do PS irá fazer sobre a contraproposta apresentada na quinta-feira pelo Governo irá conduzir à viabilização do Orçamento do Estado para 2025.

O Governo anunciou ter decidido “adotar o modelo de IRS jovem do PS” e “cortar significativamente” a redução prevista para o IRC, aceitando as três diminuições seletivas propostas pelos socialistas.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, assegurou na quinta-feira que os socialistas darão o seu contributo para evitar um chumbo do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) e eleições antecipadas.

À saída da sede do PS – onde estava desde que saiu da reunião que teve ao final da tarde com o primeiro-ministro, Luís Montenegro – Pedro Nuno Santos foi questionado pelos jornalistas sobre a contraproposta que o partido vai apresentar àquela que foi entregue pelo Governo.

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