Entre o início do ano e o dia 31 de agosto de 2024, Portugal registou a criação de 34.811 novas empresas, uma diminuição de 2,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, representando uma redução de 905 constituições.
De acordo com o Barómetro da Informa D&B, metade dos setores registaram um aumento na criação de empresas em relação a 2023. Os setores de Construção, Tecnologias da Informação e Comunicação e Retalho foram os principais responsáveis por essa subida.

No setor da Construção, houve um crescimento de 7,9%, com 317 novas empresas estabelecidas, particularmente na Construção de edifícios, que concentrou 2.663 novas constituições e viu um aumento de 223 empresas em relação ao ano anterior. A Construção é atualmente o terceiro setor com o maior número de novas empresas.
As Tecnologias da Informação e Comunicação também cresceram 5,1%, com um aumento de 108 novas empresas, impulsionado principalmente pelas atividades de programação informática, que tiveram um crescimento de 13%, adicionando 80 novas empresas.
O Retalho cresceu 2,7%, com 85 novas empresas, destacando-se um aumento de quase 30% nas novas empresas de Comércio a retalho por correspondência ou via Internet.
Por outro lado, alguns setores enfrentaram declínios significativos. O setor dos Transportes registou uma queda de 25%, com 1.070 empresas a menos, e o setor de Alojamento e Restauração caiu 5%, com uma diminuição acentuada no subsetor de Alojamento de curta duração, que recuou 21%. O setor Grossista também sofreu uma queda de 10%, principalmente no subsetor Alimentar, que viu uma diminuição de 24%.
Nos primeiros oito meses do ano, 7.719 empresas encerraram, o que representa uma redução de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, nos últimos 12 meses, 14.610 empresas encerraram, uma descida de 3,2%, destacando-se o Retalho e as Indústrias como os setores com maiores reduções absolutas.
No entanto, setores como Transportes e Energia e Recursos viram aumentos no número de encerramentos. A descida nos encerramentos foi generalizada por todas as regiões, exceto Grande Lisboa e Madeira, onde houve ligeiros aumentos.
Para além disso, desde o início de 2024, o número de empresas em processo de insolvência cresceu 11%, com 1.410 novas insolvências, um aumento de 135 empresas em comparação com o ano anterior. A subida das insolvências é mais pronunciada nas Indústrias, que registaram um aumento de 50%, especialmente nas Indústrias de Têxtil e Moda, que viram quase duplicar o número de processos de insolvência, com um aumento de 83%.













