Acordo de cessar-fogo cada vez mais longe: Egito rejeita firmemente exigências de Netanyahu

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelati, o Cairo “rejeita inequivocamente” que Israel mantenha o controlo do corredor, salientando que esta possibilidade “é inaceitável”

Francisco Laranjeira

O Governo do Egito manifestou esta terça-feira a sua firme rejeição da insistência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na manutenção do destacamento de militares israelitas no corredor de Filadélfia, fora de qualquer possível acordo para um cessar-fogo ou o fim do conflito na Faixa de Gaza.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelati, o Cairo “rejeita inequivocamente” que Israel mantenha o controlo do corredor, salientando que esta possibilidade “é inaceitável”.



Enfatizou ainda que o “Egito insiste em operar o outro lado da passagem fronteiriça sob supervisão palestiniana”, referiu o ministro, que exigiu “um regresso à situação anterior a 7 de outubro”, data em que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras fações palestinianas atacaram Israel, desencadeando a ofensiva militar israelita contra Gaza.

Abdelati também observou que “houve uma falha por parte da comunidade internacional em enfrentar a agressão contra Gaza”, criticando alguns Estados, que “agem de forma hipócrita e com duplo padrão”.

Recorde-se que Benjamin Netanyahu reiterou, esta segunda-feira, a sua exigência de manter a presença militar israelita no corredor de Filadélfia, que separa a Faixa de Gaza do Egito, um dos principais obstáculos a um acordo com o Hamas que inclua um cessar-fogo e a libertação dos reféns raptados.

Segundo o primeiro-ministro israelita, “o corredor é a rota de oxigénio e armas para o Hamas”. “Quando sairmos de Gaza e do corredor de Filadélfia, não existe uma barreira à entrada em massa de armas e maquinaria para a produção de armas e para a escavação de túneis, tudo com o patrocínio do Irão”, salientou, argumentando que “o ‘eixo do mal’ precisa do corredor de Filadélfia”.

O corredor de Filadélfia é o nome pelo qual é conhecida a faixa de terra, com cerca de 14 quilómetros de extensão, que corre ao longo da fronteira, cujo lado palestiniano estava sob o controlo da Autoridade Palestiniana e o lado egípcio ficou sob controlo administrativo do Cairo.

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Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. 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A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. 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A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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