Blinken apela a “todas as partes” no Médio Oriente para que se contenham

Blinken acrescentou que tal pressupõe, “em primeiro lugar, que todas as partes falem entre si, que se abstenham de medidas que contribuam para a escalada, que encontrem razões para chegar a um acordo e não razões para o atrasar ou recusar”

Executive Digest com Lusa
Agosto 1, 2024
9:39

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, apelou hoje a “todas as partes” no Médio Oriente para que se contenham e cheguem “urgentemente” a um cessar-fogo em Gaza, face aos receios que o conflito se alastre.

“No que diz respeito ao Médio Oriente, a região está atualmente numa trajetória de crescente conflito, violência, sofrimento e insegurança. É essencial quebrar este ciclo, e isso começa com um cessar-fogo, no qual estamos a trabalhar”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana, numa conferência de imprensa, na Mongólia.



Blinken acrescentou que tal pressupõe, “em primeiro lugar, que todas as partes falem entre si, que se abstenham de medidas que contribuam para a escalada, que encontrem razões para chegar a um acordo e não razões para o atrasar ou recusar”.

Tal como na véspera, em Singapura, Blinken não comentou diretamente a morte do líder do Hamas, assassinado em Teerão num ataque atribuído a Israel, e recusou-se a “especular” sobre o impacto que esta poderá ter no cessar-fogo em Gaza, que os Estados Unidos, juntamente com o Qatar e o Egito, tentam concluir há semanas.

Mas, disse, “acredito que não só é possível, como deve ser alcançado”.

“É urgente que todas as partes façam as escolhas certas nos próximos dias, porque essas escolhas farão a diferença entre continuar neste caminho de violência, insegurança e sofrimento, ou avançar para algo muito diferente e muito melhor para todos os interessados”, acrescentou.

O assassínio do líder político do Hamas, de 61 anos, e um ataque israelita na terça-feira que matou o chefe militar do Hezbollah libanês, Fouad Chokr, perto de Beirute, suscitaram o receio de um contágio da guerra que se desenrola há quase dez meses na Faixa de Gaza entre Israel, inimigo declarado do Irão, e o Hamas, apoiado por Teerão.

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