A campanha de Donald Trump vai lançar uma campanha publicitária de 10 milhões de dólares em seis estados decisivos esta semana para tentar conter a onda de entusiasmo dos eleitores e doações para a sua rival democrata, Kamala Harris – esta vai ser a maior campanha do candidato republicano à Casa Branca desde janeiro, quando ainda lutava pelos rivais no partido pela indicação presidencial.
Depois da desistência do presidente Joe Biden, na semana passada, e respetivo apoio a Harris, a nova candidata democrata rapidamente consolidou o apoio dentro do Partido Democrata e dos grandes doadores, tendo também despertado uma nova energia entre grupos como eleitores jovens, que Biden vinha a lutar para conquistar.
Esta segunda-feira, Donald Trump, de 78 anos, lançou um anúncio na sua plataforma ‘Truth Social’ a utilizar as próprias palavras de Kamala Harris em entrevistas antigas, eventos de campanha e debates para a retratar como uma liberal extremada, fora do contacto com os americanos comuns – em resposta, Harris acusou a campanha de Trump de mentir sobre o seu histórico. “A vice-presidente Harris tem sido uma líder importante no trabalho transversal para aprovar a agenda popular e histórica do Governo Biden-Harris”, referiu a porta-voz de Harris, Sarafina Chitika.
Desde que emergiu como candidata do seu partido, Kamala Harris concentrou-se nas condenações criminais de Trump num julgamento secreto em Nova Iorque e nas outras acusações criminais que enfrenta, retratando-o como responsável por uma onda de medidas anti-aborto em estados liderados pelos republicanos em todo o país.
Embora Kamala Harris seja bem conhecida, as suas posições políticas não o são. “Ela tem uma segunda chance de causar um primeira impressão”, salientou Evan Roth Smith, da empresa democrata de sondagens ‘Blueprint’, citado pela agência ‘Reuters’, salientando que o perigo para Harris reside em saber se a campanha de Trump consegue defini-la nas mentes dos eleitores antes de a sua campanha chegar às televisões.





