Netanyahu diz que Israel dará resposta “dura” ao ataque nas Colinas de Golã

Primeiro-ministro israelita visou o grupo militante libanês Hezbollah

Francisco Laranjeira

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu esta segunda-feira que Israel dará uma resposta “dura” àqueles que acredita serem responsáveis pelo ataque mortal nas Colinas de Golã, em mais uma escalada de retórica e de tensão perante os apelos das nações ocidentais à calma.

“O estado de Israel não vai e não pode deixar isso passar. A nossa resposta virá, e será dura”, referiu o primeiro-ministro israelita, numa declaração emitida pelo seu gabinete após uma visita a Majdal Shams, o local do ataque, que Israel atribuiu ao grupo militante libanês Hezbollah.



O primeiro-ministro de Israel disse à comunidade local que não deve perder a esperança “face aos atos de assédio pelo eixo malévolo do Irão e do Hezbollah”.

Recorde-se que na manhã desta segunda-feira, um ataque de drones israelitas perto da cidade de Shaqra, no sul do Líbano, matou duas pessoas e feriu três, incluindo uma criança, sendo que a defesa civil libanesa não informou se algum dos mortos era combatente ou civil.

Segundo Israel, um foguete disparado do Líbano contra um campo de futebol na cidade de Majdal Shams matou sábado 12 jovens, com idades entre os 10 e os 16 anos, e feriu cerca de 30 outras pessoas.

Tratou-se, de acordo com Israel, de um foguete iraniano do tipo Falaq, com uma ogiva de 53 quilos. O Hezbollah, que nega ser responsável pelo ataque, é o único partido a possuir um foguete deste tipo, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita considerou que o movimento islamita libanês, apoiado pelo Irão, “ultrapassou todas as linhas vermelhas” ao disparar “contra civis”.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha pediu a todos os cidadãos alemães para que deixassem o Líbano devido ao risco de escalada no conflito: de acordo com um porta-voz do ministério, há cerca de 1.300 cidadãos alemães no país e que todos deveriam aproveitar a oportunidade para sair “enquanto ainda há tempo”.

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/lideres-mundiais-apelam-a-israel-que-nao-retalie-no-libano-e-desencadeie-uma-nova-guerra/

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