O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, garantiu esta quinta-feira, à margem da cimeira da NATO, que existem já “vários milhares” de voluntários que se alistaram para lutar na chamada Legião Ucraniana, composta por cidadãos ucranianos que residem na Polónia.
“Estamos a começar a primeira brigada de voluntários ucranianos. Na Polónia, temos até um milhão de ucranianos de ambos os sexos e vários milhares deles já se registaram para participar neste projeto”, explicou.
A chamada Legião Ucraniana faz parte do acordo de segurança ratificado no início desta semana pelo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e por Volodymyr Zelensky durante a recente visita a Varsóvia.
A Polónia fica encarregue de formar estes voluntários antes de os enviar para a linha da frente, de onde regressarão à Polónia assim que terminar o seu trabalho, frisou Sikorski, que incentivou os restantes países europeus a lançarem esta iniciativa para reforçar as fileiras da Ucrânia numa altura de escassez de tropas.
De acordo com o responsável, há interesse dentro da comunidade ucraniana residente na Polónia em poder ajudar na frente, “embora não queiram ser enviados para lutar sem formação e equipamentos adequados”.
Também o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, apelou aos restantes ucranianos que vivem na Europa a aderirem à iniciativa. “A sua contribuição para a nossa luta pela liberdade e independência é incalculável. Cada passo aproxima-nos da vitória”, garantiu.
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