O negócio em torno da morte está a crescer, tanto em volume como em variedade: nos Estados Unidos da América, por exemplo, existem empresas dedicadas a transformar as cinzas de familiares em peças de joalharia, discos de vinil e até peluches.
A lista não pára de crescer, segundo adianta a CNN. Há também quem opte por fazer uma tatuagem a partir das cinzas de quem morreu (são misturadas no pigmento utilizado pelo tatuador) e quem recorra a uma técnica semelhante para pendurar na parede uma pintura especial.
As opções disponíveis, pelo menos do outro lado do Atlântico, incluem ainda a utilização das cinzas num espectáculo de fogo-de-artifício. Para quem preferir altitudes ainda mais elevadas, existe a possibilidade de enviar as cinzas para o Espaço, a bordo de um pequeno foguetão: um último voo em direcção à órbita da Terra fica por cinco mil dólares (cerca de 4500 euros), ao passo que a Lua chega aos 12.500 dólares (11.300 euros).
O fundo do mar é outra alternativa. De acordo com Mike Nicodemus, vice-presidente de serviços de cremação na National Funeral Directors Association (NFDA), é possível transformar cinzas em recifes. Neste caso, o valor a despender pode chegar a perto de sete mil dólares (6,3 mil euros), se o desejo passar por colocar o recife em locais como Flórida ou Ilhas Coronado.
Citado pela CNN, Mike Nicodemus explica que a cremação tem sido a principal escolha dos norte-americanos desde 2015, criando novas oportunidades de negócio. Estatísticas da NFDA apontam para que mais de metade dos norte-americanos que morram este ano sejam cremados. Dentro de 20 anos, este número deverá saltar para 80%.
O custo associado ao enterro tradicional num cemitério estará entre os principais factores para que os cidadãos estejam a trocar o caixão pelas cinzas. Destaque também para uma redução das restrições religiosas.














