O número de reclamações dos utentes dirigidas às urgências hospitalares e aos serviços de emergência médica continua a aumentar: nos primeiros cinco meses do ano, e face ao mesmo período de 2023, o ‘Portal da Queixa’ registou um crescimento de 2,3% – os constrangimentos que têm afetado vários serviços de urgência hospitalar, de norte a sul do país, continuam a gerar ondas de insatisfação entre os utentes.
Segundo os dados do ‘Portal da Queixa’, entre os principais motivos de reclamação dos utentes estão o mau atendimento, a gerar 35% das queixas e onde os utentes reclamam da forma como são atendidos pelos vários profissionais de saúde (auxiliares, enfermeiros e médicos).
Segue-se a demora no atendimento, a motivar 31,2% das participações. São reportados casos de utentes que chegam aos hospitais, mas que demoram para ser atendidos, ou alegam atrasos para realizações de consultas ou exames.
Os problemas na triagem estão na origem de 8,1% das queixas. Já a dificuldade de contacto com os serviços acolhe 6,5% das reclamações. Referem-se a problemas para entrar em contacto com as entidades por meio de telefone, e-mail e outros meios.
A falta de informação por parte dos organismos ou serviços de emergência é denunciada em 3,1% das queixas.
O maior volume de reclamações gerado no período analisado (24,2%) foi dirigido à entidade Serviço Nacional de Saúde (SNS). O segundo lugar pertence ao número europeu de emergência 112 (11,4%) e o Hospital Beatriz Ângelo (Loures) foi a unidade de saúde hospitalar mais visada (5,2%). Alvo também de 5,2% das reclamações dos utentes está o INEM.
Quais são as entidades mais reclamadas?
1º Serviço Nacional de Saúde (SNS) – 24,2%
2º 112 – Número Europeu de Emergência – 11,4%
3º Hospital Beatriz Ângelo – 5,2%
4º INEM – 5,2%
5º Hospital Espírito Santo de Évora – 3,5%
6º Hospital de São José – 3,1%
7º Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – 2,8%
8º Hospital Garcia da Orta – 2,8%
9º Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa – 2,4%
10º Hospital de Braga – 2,4%
11º Hospital São Bernardo – 2,1%
12º Hospital São João – 2,1%






