NATO: Conselho do Atlântico Norte reúne-se esta semana para nomear Rutte como líder

Embora o caminho de Rutte rumo à liderança da Aliança Atlântica tenha ficado hoje totalmente aberto e desimpedido, após o presidente da Roménia, Klaus Iohannis, ter retirado a sua candidatura, a decisão formal deve ser tomada pelo Conselho do Atlântico Norte, também conhecido como Conselho do Atlântico

Executive Digest com Lusa

O Conselho do Atlântico Norte, o principal órgão de decisão política da NATO, vai reunir-se esta semana para decidir a nomeação formal do neerlandês Mark Rutte como secretário-geral da organização, indicaram na sexta-feira passada fontes diplomáticas citadas pelas agências internacionais.

Embora o caminho de Rutte rumo à liderança da Aliança Atlântica tenha ficado hoje totalmente aberto e desimpedido, após o presidente da Roménia, Klaus Iohannis, ter retirado a sua candidatura, a decisão formal deve ser tomada pelo Conselho do Atlântico Norte, também conhecido como Conselho do Atlântico, informaram as fontes diplomáticas, citadas pela agência espanhola EFE.



As mesmas fontes explicaram que existe um acordo entre os aliados para que Rutte substitua o norueguês Jens Stoltenberg na liderança da NATO, mas a decisão ainda não foi tomada formalmente.

Iohannis, que anunciou a sua candidatura em março passado, sublinhou hoje que o seu país também apoia a candidatura de Rutte.

Nos últimos dias, alguns dos países que inicialmente se opuseram à candidatura do primeiro-ministro neerlandês em exercício, como a Eslováquia e a Hungria, deram finalmente a sua aprovação a Rutte.

O primeiro-ministro da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán, anunciou na passada terça-feira que após o recente acordo com a NATO para não ter de se juntar às atividades aliadas na Ucrânia, também decidiu apoiar Rutte como próximo secretário-geral.

Também o presidente eslovaco, Peter Pellegrini, anunciou na passada terça-feira que apoiaria Rutte, que conta assim com o apoio unânime dos 32 países aliados da NATO.

A eleição formal deverá realizar-se esta semana no Conselho do Atlântico Norte, ao nível dos embaixadores dos 32 países membros, para posteriormente ser ratificada pelos líderes desses países, conforme previsto, em julho, na cimeira da Aliança em Washington.

Quem é Mark Rutte?

Formado em história e ex-gerente de recursos humanos na multinacional Unilever, Rutte foi eleito primeiro-ministro dos Países Baixos pela primeira vez em outubro de 2010.

Enquanto primeiro-ministro, Rutte foi um forte defensor da Ucrânia e do direito do país se defender após a invasão da Rússia em 2022.

Sob a liderança de Rutte, os Países Baixos prometeram equipamento militar para Kiev, incluindo tanques Leopard e caças F-16.

Rutte chegou a admitir que a guerra no flanco oriental da Europa foi uma das razões que motivaram a sua candidatura para liderar a NATO.

A carreira política do primeiro-ministro dos Países Baixos não tem sido um mar de rosas. Foram alguns os escândalos que protagonizou à frente do Governo neerlandês.

O seu terceiro Governo de coligação renunciou no início de 2021 devido a um escândalo com benefícios estatais que foram retirados injustamente a milhares de famílias. Alguns meses depois, Rutte provou ser um mestre da sobrevivência, liderando o Partido Popular pela Liberdade e Democracia à vitória nas eleições nacionais e formando a quarta e última coligação governamental.

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