“É a única parte que está a atrasar um acordo”: EUA apontam culpas ao Hamas por adiar cessar-fogo

O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, revelou na terça-feira que Washington continua a rever o envio de bombas de grande porte para Israel. A preocupação principal reside no potencial uso dessas bombas em zonas densamente povoadas, o que pode acarretar consequências humanitárias graves.

Pedro Gonçalves

O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, revelou na terça-feira que Washington continua a rever o envio de bombas de grande porte para Israel. A preocupação principal reside no potencial uso dessas bombas em zonas densamente povoadas, o que pode acarretar consequências humanitárias graves.

Durante uma conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, uma jornalista questionou Blinken sobre o estado atual dos envios de armas para Israel. Esta pergunta surgiu cerca de uma hora após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter publicado um vídeo no Twitter. No vídeo, Netanyahu afirmava que Blinken lhe prometera na semana anterior que a Administração Biden estava a trabalhar para remover as restrições aos envios de armas. Blinken recusou-se a confirmar se, de facto, prometeu retomar os envios de armas a Israel.



Blinken salientou ainda que o Hamas é o principal responsável por ainda não se ter atingido um acordo de cessar-fogo em Gaza. “Estamos a trabalhar para ver se podemos colmatar as lacunas estabelecidas pelo Hamas, a única parte que continua a atrasar o acordo. Se continuarem a fazê-lo, as pessoas continuarão a sofrer todos os dias. Poderia haver um cessar-fogo neste momento se apenas o Hamas dissesse que sim. Mas eles zelam pelos seus próprios interesses à custa das vidas dos palestinianos”, sustentou.

Apoio a Candidatura de Mark Rutte à NATO
Por seu lado, Stoltenberg manifestou apoio à candidatura do primeiro-ministro holandês cessante, Mark Rutte, para o cargo de secretário-geral da NATO. Stoltenberg mencionou que a aliança está próxima de uma decisão sobre o seu sucessor.

Também esta terça-feira, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou que, após um recente acordo com a NATO para não participar em atividades aliadas na Ucrânia, decidiu apoiar Rutte como próximo secretário-geral da Aliança.

“Com o anúncio de hoje do primeiro-ministro Orbán, acredito que estamos muito perto de chegar a uma conclusão… Creio firmemente que a Aliança decidirá em breve quem será o meu sucessor,” afirmou Stoltenberg durante a conferência de imprensa ao lado de Blinken. O mandato de Stoltenberg termina a 1 de outubro e os 32 Estados membros da NATO devem escolher o seu sucessor por consenso. Além de Rutte, o presidente romeno, Klaus Iohannis, também é candidato ao posto e continua a ser uma opção forte.

“É um candidato muito forte. Tem muita experiência como primeiro-ministro. É um amigo próximo e colega,” disse Stoltenberg em Washington. E concluiu, meio a brincar: “Será bom para todos nós, para a NATO… e também para mim.”

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