Presidente da RTP lembra que financiamento da empresa está “congelado desde 2016”

O presidente da RTP recordou hoje que o financiamento da estação pública está “congelado desde 2016”, tem uma missão de serviço público e oito canais de televisão e sete de rádio e é para isso que “o dinheiro público serve”.

Executive Digest com Lusa

O presidente da RTP recordou hoje que o financiamento da estação pública está “congelado desde 2016”, tem uma missão de serviço público e oito canais de televisão e sete de rádio e é para isso que “o dinheiro público serve”.

“O financiamento da RTP que tanto incomoda muitos analistas do setor está congelado desde 2016 e a RTP tem uma missão de serviço público que contempla a existência de oito canais de televisão e sete canais de rádio e para fazer a produção diária” destes “é necessário dinheiro e é para isso que o dinheiro público serve”, afirmou Nicolau Santos, no debate Estado da Nação dos Media, no âmbito do 33.º Congresso das Comunicações, que termina hoje em Lisboa.

O contrato de concessão “tem de ser renovado pelo novo Governo” e esse irá decidir se a RTP deve fazer o menos, continuar com o que faz ou eventualmente ter mais obrigações, referiu, ou seja, “está tudo em aberto”.

Nicolau Santos recusou “totalmente a ideia” de que a RTP coloque dificuldades aos operadores privados no âmbito da concorrência publicitária, até porque “parte atrás”, já que tem um limite.

Durante a sua intervenção, Nicolau Santos elencou os vários compromissos que a RTP tem face aos privados.

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A entrada de um novo operador de canais de informação por cabo ” vem disputar a atenção das audiêcnias e vem criar desafios” que pode ser oportunidades ou fatores de crise.

Sobre o setor, salientou que é preciso “reconhecer em primeiro que existe uma grave crise no setor dos media em Portugal”.

Uma “grave crise de sustentabilidade” e “ameaças várias que podem ainda colocar ainda mais em causa essa sustentabilidade. Se isso for assim e se for entendido que a existência da uma imprensa livre, plural é fundamental e um dos pilares da democracia portuguesa”, então “o Estado” tem de apoiar “o setor privado em Portugal”, considerou.

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Nicolau Santos falou também das plataformas de ‘streaming’, considerando que não existe “capacidade de fazer uma negociação” com estas em que o resultado “venha para o lado” das empresas de media. Por exemplo, “tivemos a série Rabo de Peixe na Netflix e não nos caíram milhões daí”, rematou.

A opção “tem que ser ao nível das instâncias comunitárias com o apoio dos governos europeus” e uma negociação frontal e dura para que estas grandes plataformas, que são na sua maioria de origem norte-americana, recompensarem os produtores de conteúdos europeus.

Reiterou a ideia de que se os operadores de televisão se juntassem teriam mais força no ‘streaming'”.

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