Os institutos politécnicos de Castelo Branco, Santarém e Tomar acabaram o ano de 2019 sem dinheiro para pagar os salários de professores e funcionários. Agora, o Governo exige uma reestruturação organizativa e financeira para responder aos problemas orçamentais, avança o “Público”.
Perante as dificuldades de tesouraria, o Executivo de Costa injectou um reforço de dois milhões de euros. Como contrapartida os politécnicos ficam obrigados a tomar medidas de redução de despesas e aumento de receitas, ao longo deste ano.
A verba transferida pelo Governo é, no entanto, inferior à estimativa feita, em Novembro, pelo Grupo de Monitorização e Controlo Orçamental das Instituições de Ensino Superior Público. Na altura, foi sinalizada a necessidade de 5,9 milhões de euros.
Segundo o “Público”, os três politécnicos pagaram os salários e o subsídio de Natal aos professores e funcionários nas datas previstas, mas deixaram passar o prazo das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações, que serão feitas apenas neste novo ano.
As dificuldades financeiras dos politécnicos já tinham obrigado a um reforço das transferências do Estado para aquelas instituições em 2015, 2017 e 2018. Contudo, esta é a primeira vez que o Governo impõe uma reestruturação dos estabelecimentos para responder aos seus problemas monetários.






