O novo Governo liderado por Luís Montenegro, que toma posse esta terça-feira à tarde, enfrentará um período de “estado de graça” muito limitado no tempo, segundo José Matos Correia, presidente do conselho de jurisdição do PSD. Começa o contrarrelógio para o líder social-democrata, e o Executivo que encabeça, se afirmem, sendo que os primeiros 100 dias de governação serão essenciais.
Em declarações à Renascença, Matos Correia afirma que é necessário tomar decisões rápidas, mas também alertou que não será possível atender todas as reivindicações da população.
“Não faz sentido, nem provavelmente haverá disponibilidade para isso”, diz, acrescentando que as pessoas estão insatisfeitas e que é preciso dar “sinais” de que as coisas serão corrigidas. O social-democrata aconselha o novo Governo a focar-se nos problemas das pessoas e não em “satisfazer reivindicações corporativas por serem reivindicações e por serem corporativas”. Matos Correia destacou a importância da rapidez nas decisões nos primeiros 100 dias de trabalho do Governo.
“Tem 100 dias para começar a evidenciar-se aos olhos dos portugueses, a mais-valia das suas políticas e das suas decisões, porque as pessoas estão, de facto, descontentes e quere, alertando que. se o Governo não conseguir mostrar resultados, “o desespero de muitas pessoas tenderá a agravar-se”, o que será mau para o País e para o sistema político.
À mesma rádio, Matos Correia também comentou a “herança difícil” do Governo e a sua maioria “muito limitada” na Assembleia da República, sublinhando a necessidade de trabalhar na perceção pública de que “há um caminho alternativo que está a ser trilhado”.
O presidente do conselho de jurisdição do PSD descreveu o novo Governo como “equilibrado”, fazendo a “ponte” entre a “política pura e a competência técnica”, e elogia o grupo de vice-presidentes do partido que integram o Governo, bem como ministros com “competência técnica”, como Joaquim Miranda Sarmento, futuro ministro de Estado e das Finanças.
Por outro lado, critica o Partido Socialista (PS), acusando-o de “fazer oposição ao país, em vez de oposição ao governo”. Em relação ao Orçamento do Estado (OE) de 2025, Matos Correia advertiu que “se não houver Orçamento”, as consequências têm que ser “vistas com cuidado”.
Já o universo socialista, a eventual pressão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é antecipada e cortada pela raiz. Miguel Costa Matos, líder da JS e dirigente nacional do PS, culpa Marcelo pela instabilidade política atual, afirmando que “foi o Presidente da República que criou a própria situação de instabilidade política que hoje vivemos”.








