O Sistema de Segurança Interna (SSI) de Portugal decidiu manter o seu nível de alerta para ameaças terroristas, considerando-o adequado face ao atual contexto. Esta determinação é tomada num momento em que vários países europeus optam por aumentar os seus níveis de alerta após o ataque reivindicado pelo Estado Islâmico em Moscovo, que resultou na morte de mais de 130 pessoas.
“Após consulta aos serviços competentes, consideramos que o nível atual é o adequado. Não há intenção, neste momento, de o modificar, apesar das ações tomadas por outros países europeus com contextos de ameaça diferentes do nosso”, declarou uma fonte do secretário-geral do SSI, citada pela CNN Portugal.
Em outubro de 2023, após um ataque do Hamas em Israel, Portugal elevou o seu nível de ameaça terrorista de “moderado” para “significativo”. Esta avaliação continua em vigor e não foi alterada desde então.
O Secretário-Geral do SSI afirmou que está a monitorizar de perto a situação e não exclui a implementação de medidas de segurança adicionais em locais públicos. Contudo, a decisão sobre essas medidas é da responsabilidade da Polícia de Segurança Pública.
Na sequência do atentado em Moscovo, reivindicado pelo ISIS-K, um braço do Estado Islâmico, vários países europeus decidiram aumentar as suas medidas de segurança. França, por exemplo, elevou o seu nível de alerta máximo, reforçando a presença policial nas ruas e mobilizando unidades militares para locais de grande aglomeração, como aeroportos e estações de comboios.
Em declarações após uma reunião no Eliseu, Emmanuel Macron, presidente francês, afirmou: “Este grupo específico, que se acredita estar envolvido neste ataque, realizou várias tentativas no nosso solo nos últimos meses.”
Itália também intensificou as suas medidas de segurança, particularmente devido à proximidade da Semana Santa, período em que se espera uma afluência significativa de visitantes a Roma e ao Vaticano.
Por outro lado, na Alemanha, apesar de reconhecer a gravidade da ameaça dos extremistas islâmicos, a avaliação de risco das autoridades manteve-se inalterada, conforme informou o porta-voz do Ministério do Interior, Cornelius Funke.












