A semana passada ficou marcada por diversos anúncios importantes dos bancos centrais. Na Europa, o sentimento de otimismo das últimas semanas tem sido fundamental para dar apoio à moeda única.
“As últimas semanas foram caracterizadas por um renovado sentimento de otimismo em torno da economia da Zona Euro, o que proporcionou um apoio decente à moeda comum. Na sua maioria, as notícias macroeconómicas no bloco parecem ter virado uma esquina”, considera a Ebury.
David Brito, Diretor-Geral da Ebury, considera que “o anúncio mais significativo tenha sido o do Banco do Japão”, que anunciou o aumento da sua taxa de juro diretora pela primeira vez em 17 anos, uma medida histórica que pôs fim a oito anos de taxas negativas. No entanto, o iene continuou a desvalorizar contra os seus pares, uma vez que as comunicações do banco foram consideradas dovish.
Já o Banco Nacional Suíço fez o oposto, surpreendendo os investidores com a redução das taxas de juro e dando a entender que poderia intervir no mercado cambial, a fim de enfraquecer o franco, que imediatamente perdeu terreno.
No que respeita à libra esterlina, esta moeda também teve dificuldades no final da semana, com novos sinais de desinflação no Reino Unido e uma mudança dovish do Banco de Inglaterra.
Por sua vez, o dólar americano terminou mais uma vez no topo da classificação de desempenho cambial do G10, apesar de o FOMC ter indicado que continuava a estar em vias de reduzir a taxa de juro em três ocasiões de 2024.
“Esta semana promete ser uma semana ligeiramente mais calma nos mercados, embora valha a pena acompanhar os discursos da Presidente do BCE, Lagarde (terça-feira), os números revistos do crescimento do Reino Unido e dos EUA (quinta-feira) e o último relatório de inflação PCE dos EUA (sexta-feira)”, destaca David Brito.








