Emmanuel Macron, presidente de França, inicia esta terça-feira uma visita oficial ao Brasil: além das questões bilaterais e internacionais, no programa consta também o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul – Mercosul (bloco que o Brasil integra juntamente com a Argentina, Uruguai e o Paraguai).
Macron inicia a visita em Belém, que em 2025 acolhe a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), sendo recebido por Lula da Silva para encontros com forte conteúdo ambiental.
Os presidentes do Brasil e de França vão ainda reunir-se hoje numa embarcação na baía amazónica do Guajará, numa viagem que Lula da Silva aproveitará para explicar a Macron “a complexidade da realidade” da Amazónia, avançou o Itamaraty.
Segundo a diplomata brasileira, nesse primeiro encontro Lula da Silva pretende explicar a Macron “a complexidade da realidade amazónica”, que além de ser “uma grande floresta” é “o lugar onde vive uma enorme população” de 25 milhões de pessoas que deve ter acesso a “uma vida digna, com pleno respeito pela biodiversidade”.
Lula da Silva e Macron seguirão até à ilha de Combú, onde conhecerão alguns projetos de desenvolvimento sustentável do cacau liderados pelas próprias comunidades locais, e encontrar-se-ão com lideranças indígenas.
O presidente francês viaja um dia depois para o Rio de Janeiro, acompanhado de Lula da Silva, até um complexo naval localizado no município de Itaguaí, para visitar um extenso programa de construção de submarinos realizado através de uma parceria entre o Brasil e a França.
Macron segue depois para São Paulo, onde participará num evento de negócios, e na quinta-feira, dia 28, terá uma outra reunião de trabalho em Brasília com Lula da Silva.
Na agenda da visita de Macron, além de questões bilaterais e internacionais, consta também o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul (bloco que o Brasil integra juntamente com a Argentina, Uruguai e o Paraguai).
As negociações, concluídas em 2019, caíram num impasse, entre outros motivos devido à forte oposição do Governo francês, que alega questões ambientais e sofre pressão do seu setor agrícola, que rejeita um possível acordo com o Mercosul.













