André Ventura não esconde o desejo de ser primeiro-ministro de Portugal: em entrevista à ‘SIC Notícias’, o presidente do Chega deixou a garantia que, sem acordo com a AD; não irá viabilizar o Orçamento do Estado.
“Não fazia sentido eu ser candidato [nas eleições europeias]. Candidatei-me a primeiro-ministro, eu quero ser primeiro-ministro”, disse André Ventura.
O Chega tem estendido pontes com o PSD de Luís Montenegro, o que André Ventura definiu como “desespero por Portugal”. “Pedem-me que seja um líder responsável e que ponha o interesse do país acima do meu ego, da minha soberba ou da minha pessoa”, salientou. “Não é nenhum desespero que quando um líder com quase 20% dos diz a outro, mais votado, que temos condições para não desperdiçar uma maioria.”
Para a viabilização do Orçamento do Estado, André Ventura sublinhou que trabalhar “com a AD se a AD quiser”, destacando que “isso nada tem a ver com um documento onde se estabelecem as grandes orientações para o país”. “Se não há um acordo de Governo, o documento mais importante do Governo devia ser negociado à esquerda ou à direita. Sem acordo, não vejo com viabilizar o Orçamento de Estado”, garantiu.
“Não quero acreditar que PS e PSD se entendam, mas se PS e PSD se vão entender, o Chega não pode ser mais espezinhado”, sublinhou, destacando a possibilidade de uma convergência ao centro. “Se houver um bloco central entre PS e PSD o Chega talvez perca alguma relevância do ponto de vista decisório, mas ganha uma autenticidade que é ser o único partido a pôr o sistema em causa.”





