Donald Trump vai enfrentar, esta segunda-feira, 34 acusações de falsificação de registos comerciais – esta é a primeira vez que um ex-presidente dos Estados Unidos é julgado por acusações criminais, depois de o juiz Juan Merchan ter negado, durante uma audiência em Manhattan, Nova Iorque, a 15 de fevereiro, o seu pedido de arquivamento de uma acusação resultante do pagamento a uma estrela pornográfica.
A decisão do juiz significa que o magnata será julgado por pelo menos um dos quatro processos criminais que enfrenta ao mesmo tempo que persegue a candidatura republicana à Casa Branca.
Em causa, está o alegado pagamento de um suborno de 130 mil dólares (cerca de 120 mil euros) à atriz pornográfica Stormy Daniels, para que esta não revelasse uma suposta relação amorosa entre ambos durante a campanha presidencial de 2016.
Antes da audiência, Donald Trump reiterou que o caso tem motivações políticas. “Eles [os Democratas] estão com pressa porque querem que isto vá para a frente antes das eleições. Antes das eleições… é tudo o que eles querem. Não teriam trazido este caso se eu não estivesse a candidatar-me a presidente e a sair-me bem”, declarou Trump.
O antigo advogado de Trump, Michael Cohen, afirmou ter recebido indicações do ex-presidente republicano para fazer o pagamento a Daniels: a acusação sustentou que uma empresa imobiliária da família de Trump registou os reembolsos deste a Cohen como despesas legais, o que viola uma lei estatal contra a falsificação de registos financeiros.
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