Chega clama vitória nos círculos da emigração. Ventura destaca “resultado histórico, nunca visto em 50 anos de democracia”

Partido de André Ventura vai eleger dois deputados pelos círculos da emigração, enquanto PS e PSD apenas um cada.

Pedro Zagacho Gonçalves

André Ventura cantou hoje a vitória do Chega nos círculos da emigração, onde os resultados provisórios indicam que o partido de extrema-direita consegue eleger dois dos quatro mandatos em disputa, um no círculo da Europa e outro fora da Europa. PS e PSD elegeram apenas um deputado cada um.

“Segundo todas as informações que temos, o Chega terá vencido as eleições no círculo da emigração, elegendo dois deputados. Significa que o Chega ficará largamente à frente em número de votos, conjugando os dois círculos. Terá milhares de votos a mais do que a AD e PS. As minhas primeiras palavras são de agradecimento, para aqueles que partiram, e procurando um lugar melhor para viver, não se esqueceram da frustração desanimo e desalento que o sistema português lhe criou, e votaram pela mudança, sinalizando erros que PS e PSD cometeram nos últimos anos”, começou por indicar Ventura.

O presidente do Chega congratulou-se com “um resultado histórico, nunca visto em 50 anos de democracia nos círculos da emigração”. Ventura assinalou que é a primeira vez que há um partido que não o PS ou o PSD a ganhar nestes círculos. Segundo os resultados provisórios, o Chega terá ganho na Europa, e ficado em segundo no círculo fora da Europa.

“Os emigrantes, melhor do que ninguém conhecem as razoes do fracasso de Portugal na saúde, habitação, impostos, corrupção, habitação, e tudo o que foram destruindo no país. Revoltaram-se com justiça e firmeza”, acrescentou.

Ventura admite dar ‘luz verde’ a algumas matérias, mesmo sem acordo com PSD

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Assim, o líder do Chega afirma que procurará uma “solução que dê estabilidade aos portugueses”, realçando que é nisso que o partido está empenhado, para responder à “primeira vez em quatro décadas que a direita tem uma maioria tão expressiva”.

Apesar de não ter sido possível obter um acordo duradouro de governabilidade, o partido “já deu indicação que matérias como os subsídios equiparados das forças de segurança, a recuperação do tempo de serviço dos professores, a redução de impostos sobre pessoas singulares, a reforma da Justiça ou a luta contra a corrupção “podem avançar e terão luz verde” do Chega, “mesmo sem acordo de fundo em matéria de governação ou orçamental”.

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