André Ventura cantou hoje a vitória do Chega nos círculos da emigração, onde os resultados provisórios indicam que o partido de extrema-direita consegue eleger dois dos quatro mandatos em disputa, um no círculo da Europa e outro fora da Europa. PS e PSD elegeram apenas um deputado cada um.
“Segundo todas as informações que temos, o Chega terá vencido as eleições no círculo da emigração, elegendo dois deputados. Significa que o Chega ficará largamente à frente em número de votos, conjugando os dois círculos. Terá milhares de votos a mais do que a AD e PS. As minhas primeiras palavras são de agradecimento, para aqueles que partiram, e procurando um lugar melhor para viver, não se esqueceram da frustração desanimo e desalento que o sistema português lhe criou, e votaram pela mudança, sinalizando erros que PS e PSD cometeram nos últimos anos”, começou por indicar Ventura.
O presidente do Chega congratulou-se com “um resultado histórico, nunca visto em 50 anos de democracia nos círculos da emigração”. Ventura assinalou que é a primeira vez que há um partido que não o PS ou o PSD a ganhar nestes círculos. Segundo os resultados provisórios, o Chega terá ganho na Europa, e ficado em segundo no círculo fora da Europa.
“Os emigrantes, melhor do que ninguém conhecem as razoes do fracasso de Portugal na saúde, habitação, impostos, corrupção, habitação, e tudo o que foram destruindo no país. Revoltaram-se com justiça e firmeza”, acrescentou.
Ventura admite dar ‘luz verde’ a algumas matérias, mesmo sem acordo com PSD
Assim, o líder do Chega afirma que procurará uma “solução que dê estabilidade aos portugueses”, realçando que é nisso que o partido está empenhado, para responder à “primeira vez em quatro décadas que a direita tem uma maioria tão expressiva”.
Apesar de não ter sido possível obter um acordo duradouro de governabilidade, o partido “já deu indicação que matérias como os subsídios equiparados das forças de segurança, a recuperação do tempo de serviço dos professores, a redução de impostos sobre pessoas singulares, a reforma da Justiça ou a luta contra a corrupção “podem avançar e terão luz verde” do Chega, “mesmo sem acordo de fundo em matéria de governação ou orçamental”.






