PSD/Madeira realiza hoje eleições diretas: Manuel António Correia e Miguel Albuquerque são os dois candidatos

Crise política na região autónoma decorre da demissão de Miguel Albuquerque, depois de ter sido constituído arguido no âmbito de um processo em que são investigadas suspeitas de corrupção no arquipélago

Executive Digest com Lusa

O PSD/Madeira vai realizar, esta quinta-feira, as eleições diretas para a liderança social-democrata: Manuel António Correia e Miguel Albuquerque são os dois candidatos na corrida.

A crise política na região autónoma decorre da demissão de Miguel Albuquerque, depois de ter sido constituído arguido no âmbito de um processo em que são investigadas suspeitas de corrupção no arquipélago, o que levou à queda do seu executivo, de coligação PSD/CDS-PP, com o apoio parlamentar do PAN.

O representante da República, Ireneu Barreto, anunciou que vai manter o Governo da Madeira em gestão até o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, decidir se dissolve a Assembleia Legislativa, o que só poderá ocorrer depois de 24 de março, seis meses após as últimas eleições legislativas regionais.

Caso Marcelo Rebelo de Sousa opte pela não dissolução do Parlamento regional, o representante da República irá nomear “o presidente e demais membros de um novo Governo Regional”.

O líder do PSD/Madeira e presidente demissionário do Governo Regional defendeu a importância de “relegitimação” da liderança da estrutura partidária nas eleições de quinta-feira, antes da decisão do Presidente da República sobre a crise política no arquipélago.

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“O que temos neste momento de fazer é, até 24 de março, quando o senhor Presidente da República tem que tomar uma decisão sobre a Madeira, ter uma direção política do PSD relegitimada e clarificada”, disse Miguel Albuquerque, em entrevista à agência Lusa.

O social-democrata recordou que foi reeleito presidente do executivo (atualmente em gestão) nas legislativas regionais de setembro de 2023, num sufrágio em que a coligação PSD/CDS venceu nos 11 concelhos e em 52 das 54 freguesias da região autónoma.

“Houve um período de 21 dias em que houve uma situação de paralisia da agenda política do partido”, referiu Albuquerque, reafirmando que só se demitiu porque a deputada única do PAN – com quem o PSD celebrou um entendimento parlamentar para ter maioria absoluta – lhe retirou a confiança política.

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