O turismo espacial chegou para ficar e há cada vez mais empresas a ‘oferecer’ essa possibilidade: a espanhola ‘Halo Space’, de Carlos Mira, anunciou o seu sexto voo de teste para junho na Arábia Saudita, o que constitui um marco significativo para o setor – vai tornar-se a primeira empresa no mundo a testar todos os sistemas críticos.
O voo, a mais de 30 quilómetros de altura e com uma cápsula em tamanho real, vai ser realizado após um rigoroso programa de testes, apontou o jornal espanhol ‘El Economista’. Este sexto voo de teste representa um marco para a empresa espanhola uma vez que vai completar a mais longa fase de desenvolvimento do veículo espacial e dos sistemas operacionais, realizada num tempo recorde de apenas três anos.
Segundo os promotores, está agora muito perto da meta: começar a operar voos comerciais em 2026 e realizar até 400 viagens por ano a partir de 2029, levando mais de 3 mil passageiros por ano à estratosfera nos seus balões estratosféricos.
A Halo tem negociado com as agências aeroespaciais da Arábia Saudita, Espanha, Austrália e Estados Unidos – onde terá as suas bases de operações – para a realização dos voos. Foi na Arábia, após colaboração com a SSA (Agência Espacial Saudita) e CST (Comissão de Comunicações, Espaço e Tecnologia), que recebeu autorização para realizar o voo em junho.
Mira destacou a “grande receção por parte das autoridades sauditas pela solidez do nosso projeto e pela confiança que nos é dada por sermos uma empresa europeia que colabora com as agências de segurança aeroespacial dos Estados Unidos e da Austrália”.
A empresa está a trabalhar para realizar o projeto com diversas empresas do setor aeroespacial, tais como a CT Engineering, Aciturri, GMV e B2Space para a conceção, fabrico, integração, teste e certificação de uma nova categoria de veículos espaciais. De acordo com Carlos Mira, “o veículo espacial Halo Space é o mais avançado em termos de número de voos de teste e de desenvolvimento de engenharia na categoria de espaço próximo (entre 20 e 100 quilómetros de altura)”.
Desde a sua criação em 2021, a ‘Halo Space’ investiu 10 milhões de euros no programa de voos de turismo aeroespacial: seis milhões através de capital privado e outros quatro milhões financiados com dívida. O projeto, de acordo com o percurso traçado, prevê um financiamento de entre 80 e 90 milhões de euros. Além da CE Engineering, Aciturri ou GMV, a Halo contratou o estúdio de design londrino Frank Stephenson Design (FSD) para o design interior e exterior da cabina.
Os primeiros voos estão cada vez mais próximos.






