TikTok alerta para o “impacto na economia” que pode ter a “proibição” da rede social

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou ontem um projeto de lei que poderá levar à proibição da aplicação TikTok no país caso os proprietários chineses não a vendam, argumentando que constitui uma possível ameaça à segurança nacional.

André Manuel Mendes

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou ontem um projeto de lei que poderá levar à proibição da aplicação TikTok no país caso os proprietários chineses não a vendam, argumentando que constitui uma possível ameaça à segurança nacional.

“Este processo foi secreto e o projeto de lei foi aprovado por uma razão: é uma proibição. Esperamos que o Senado considere os factos, ouça os seus constituintes e compreenda o impacto na economia, em 7 milhões de pequenas empresas e nos 170 milhões de americanos que utilizam o nosso serviço”, disse à Executive Digest um porta-voz do TikTok.

A ByteDance tunha já criticado a proposta de lei, dizendo que se trata de um ataque ao direito à liberdade de expressão.

“O Governo está a tentar retirar a 170 milhões de americanos o seu direito constitucional à liberdade de expressão. Isso prejudicará milhões de empresas, negará aos artistas uma audiência e destruirá os meios de subsistência de inúmeros criadores de conteúdos em todo o país”, afirmou a empresa em comunicado.

O projeto de lei foi apresentado pelo congressista republicano Mike Gallagher e pelo democrata Raja Krishnamoorthi e conta com um apoio amplo bipartidário.

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“Enquanto a TikTok for propriedade da ByteDance, que é controlada pelo Partido Comunista da China, apresenta uma grave ameaça para a segurança nacional dos EUA”, disseram os dois congressistas, em comunicado conjunto.

Gallagher, porém, defendeu que a TikTok “pode continuar, sempre e quando houver uma separação” entre a TikTok e a ByteDance. “Não é uma proibição, é como uma intervenção cirúrgica desenhada para extirpar um tumor e salvar o doente no processo”, disse o republicano.

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