O lixo espacial está a tornar-se cada vez mais um problema sério que é necessário enfrentar: e, como em todas as atividades humanas, também no espaço é preciso lidar com o rastro de lixo das missões – até porque não há contentores ou caixotes onde o colocar.
Em 2021, a Estação Espacial Internacional (ISS) tomou uma decisão polémica de lançar ao espaço uma palete com cerca de 2,9 toneladas de baterias velhas, com o objetivo que esta caísse na Terra. A decisão chocou devido à quantidade de lixo acumulada – trata-se mesmo da maior quantidade de lixo espacial da história – que agora, três anos volvidos, tudo indica que cairá na Terra nos próximos dias.
Quando foi lançada a palete gigante, esta estava a cerca de 427 quilómetros acima da superfície da Terra e, conforme explicou a NASA, demoraria alguns anos até que chegasse ao planeta. No entanto, as previsões foram contrariadas pela publicação ‘Quartzs’, através do depoimento do astrónomo Jonathan McDowell, que indicou que essas toneladas de detritos espaciais voltarão em breve a entrar na nossa atmosfera.
O mais preocupante? Não se sabe onde cairá nem os danos potenciais que poderão causar estas quase três toneladas de lixo. No entanto, devido à pressão e velocidade, grande parte desses resíduos vão-se desintegrar antes de impactar a superfície terrestre.
If I use the central 50% of the Space-Track EP-9 reentry estimate, likely reentry regions are India, Indian Ocean, Perth, Pacific, Guatemala, Yucatan, Florida, Atlantic, Bude, Exeter, Dieppe, Reims, Strasbourg, Bavaria, Innsbruck, Slovenia, Zagreb, Serbia, Bulgaria, .. (cont)
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De acordo com o especialista, pelo menos meia tonelada poderá vir a ter algum impacto: ou seja, face ao desconhecimento de onde poderá cair, é melhor prestar atenção ao céu nos próximos dias…
Reentry of the EP-9 battery pallet jettisoned from ISS in 2021 is currently predicted (by Space Force) between 1230 UTC Mar 8 and 0830 UTC Mar 9. It will not totally burn up on reentry – about half a tonne of fragments will likely hit the Earth's surface.
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