Presidente romeno entra na corrida pela liderança da NATO: Klaus Iohannis quer renovar missão da aliança atlântica

Até ao momento, Mark Rutte era o único candidato oficial ao cargo, embora o nome de Iohannis tenha sido citado em discussões informais

Francisco Laranjeira

O presidente da Roménia, Klaus Iohannis, indicou, esta terça-feira, a sua intenção de se candidatar à liderança da NATO, concorrendo com o primeiro-ministro cessante dos Países Baixos, Mark Rutte, que é apoiado por vários Estados-membros – Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha já manifestaram o seu apoio a Rutte para suceder a Jens Stoltenberg na liderança da aliança militar.

No entanto, Iohannis argumentou que a sua entrada na corrida se deve à necessidade de os estados da Europa de Leste terem uma melhor representação nos cargos de liderança do Euro-Atlântico. “Chegou a hora… de o nosso país assumir maior responsabilidade dentro das estruturas de liderança euro-atlânticas”, salientou o chefe de Estado romeno.

“Penso que a NATO precisa de renovar a sua perspetiva sobre a sua missão. A Europa de Leste tem um contributo valioso nas conversações e decisões da NATO e, com uma representação equilibrada, forte e influente desta região, a aliança será capaz de tomar as melhores decisões para responder a todos necessidades e preocupações dos Estados-membros”, garantiu.

Recorde-se que os líderes da NATO são nomeados por consenso, o que significa que todos os membros devem consentir numa decisão final. A aliança tem 32 membros após a recente adesão da Suécia.

Até ao momento, Mark Rutte era o único candidato oficial ao cargo, embora o nome de Iohannis tenha sido citado em discussões informais.

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A Roménia, um país da União Europeia e da NATO, aumentou recentemente os gastos com Defesa para 2,5% do PIB em resposta à invasão da Ucrânia pelo Kremlin – o país, que partilha uma fronteira de 650 quilómetros com a Ucrânia, acolhe um sistema de defesa contra mísseis balísticos dos Estados Unidos e um grupo de batalha permanente da NATO.

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