Setor empresarial do Estado tem “forte recuperação” e cresce mais de 43%

O Setor Empresarial do Estado (SEE) teve uma recuperação económica significativa no ano de 2022, e representa atualmente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

André Manuel Mendes

O Setor Empresarial do Estado (SEE) teve uma recuperação económica significativa no ano de 2022, e representa atualmente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O último relatório do Conselho das Finanças Públicas descreve o desempenho e a posição financeira do setor empresarial público (SEE) português em 2022. Uma análise abrangente de 87 empresas não financeiras e 7 empresas financeiras que representam o SEE revela dados importantes sobre emprego, crescimento económico e estabilidade financeira.



De acordo com o relatório, o SEE registou uma recuperação económica significativa em 2022. O total de capital fixo implementado pelo país atingiu 35,4 mil milhões de euros, representando 14,6% PIB, um aumento de 1,9 mil milhões de euros face ao ano anterior. ano.

Além disso, o SEE empregou 159.373 trabalhadores até ao final de 2022, assegurando 3,3% do emprego nacional e 20,1% do emprego público.

A considerável recuperação da atividade económica refletiu-se num crescimento do valor acrescentado bruto (VAB) do SEE em 43,6%, passando a representar aproximadamente 4,0% do PIB nacional em 2022. Este aumento reflete-se no volume de negócios total das empresas não financeiras que ascende a 13,3 mil milhões de euros, indicando a recuperação da pandemia e o levantamento das restrições ainda em vigor.

No entanto, apesar da recuperação económica, o relatório destacou desafios persistentes enfrentados por algumas empresas não financeiras do SEE. Muitas delas continuam a apresentar desequilíbrios económicos, com um resultado líquido negativo em 2022. Isso levanta preocupações sobre a necessidade de reforços de capital por parte do acionista público para evitar uma possível deterioração da situação financeira e patrimonial dessas empresas.

Setores como saúde e transportes mantiveram-se como os mais representativos do SEE, com o setor da saúde a liderar em número de trabalhadores, volume de negócios e gastos operacionais relevantes. Por outro lado, o desempenho financeiro das empresas foi impulsionado pelo contexto favorável das taxas de juro, especialmente para o Grupo Caixa Geral de Depósitos, o maior do SEE.

O relatório também levanta preocupações sobre a falta de informações centralizadas e atualizadas sobre as empresas do SEE, destacando a necessidade de uma única fonte acessível ao público para promover uma maior transparência e prestação de contas.

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