Açúcar nas bebidas diminui 21%. Setor.pede extinção do imposto extra

Nos últimos sete anos o imposto reduziu-se em 36%, o que, para o setor deve significar “descontinuar a tributação por se ter esgotado o seu efeito útil”

Revista de Imprensa

As bebidas açucaradas renderam ao SNS (Serviço Nacional de Saúde) mais de 432 milhões de euros nos últimos sete anos, através do imposto especial de consumo: em 2023, a receita média diária cifrou-se em 165 mil euros – de acordo com dados da Autoridades Tributária (AT), o imposto gerou uma receita de 60,2 milhões de euros, depois de em 2018 ter atingido um pico de 74 milhões, descendo 11 milhões no ano seguinte; e de ter caído para a casa dos 50 milhões nos dois anos de pandemia da Covid-19.

De acordo com o ‘Jornal de Notícias’, nos últimos sete anos o imposto reduziu-se em 36%, o que, para o setor deve significar “descontinuar a tributação por se ter esgotado o seu efeito útil”. Os dados da AT registaram uma quebra na proporção de bebidas enquadradas no topo do escalão do imposto, isto é, com teor de açúcar superior ou igual a oito gramas por 100 mililitros.



O Ministério da Saúde apontou que “entre 2018 e 2021 verificou-se uma redução média no teor de açúcar destas bebidas de 16,5%”. Já o setor acrescentou 2022 nesta monitorização para destacar uma “redução de quase 21% do teor de açúcar”, ultrapassando “a meta de 10% prevista”. De acordo com a Associação Portuguesa das Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (PROBEB), “o modelo de autorregulação com fixação de metas de reformulação dos produtos é suficiente para assegurar o cumprimento dos objetivos de redução de açúcar”.

“O imposto foi e continua a ser uma medida discriminatória e desproporcionada”, pelo que “nada mais resta do que ser descontinuado por se ter esgotado o seu efeito útil”, indicou o responsável da associação, Francisco Furtado de Mendonça.

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