O Hamas deu uma resposta positiva ao plano de cessar-fogo em Gaza e à libertação de reféns israelitas, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani.
O Hamas, no entanto, continua a exigir o fim permanente da guerra, o fim do bloqueio israelo-egípcio a Gaza, a reconstrução do enclave e a libertação de prisioneiros de segurança palestinos. Em comunicado, o grupo terrorista reconheceu que “se envolveu na proposta com um espírito positivo”, mas exigia um “cessar-fogo abrangente e completo, e o fim da agressão contra o nosso povo, e a garantia de ajuda, abrigo, a reconstrução, o levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza e conclusão de uma troca de prisioneiros”.
O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, disse que os EUA irão rever a resposta do Hamas e que pretende discutir os desenvolvimentos com Israel esta quarta-feira, quando chegar em visita, após viagens ao Cairo e Doha. “Ainda há muito trabalho a ser feito, mas continuamos a acreditar que um acordo é possível e, na verdade, essencial”, afirmou Blinken.
Embora os pormenores do projeto de acordo não tenham sido publicados, informações apontam para a libertação dos 136 reféns mantidos pelo Hamas em cativeiro, alguns deles já mortos, em troca da libertação de mais de 100 prisioneiros palestinianos por refém.














