Putin está a oferecer à Coreia do Norte acesso às redes bancárias internacionais em troca de armas

Especialistas acreditam que o acesso às redes financeiras é apenas um item da lista de desejos da Coreia do Norte, que está especialmente interessada em receber tecnologia militar avançada da Rússia

Francisco Laranjeira

A Rússia pode estar a ajudar a Coreia do Norte a aceder às redes bancárias internacionais em troca do fornecimento de armamento, garantiu esta terça-feira o jornal americano ‘The New York Times’.

“A Rússia permitiu libertar 9 dos 30 milhões de dólares em ativos norte-coreanos congelados depositados numa instituição financeira russa, dinheiro que dizem que a Coreia do Norte usará para comprar petróleo bruto”, indicou a publicação.



A Casa Branca informou, em janeiro último, ter provas de que Pyongyang forneceu à Rússia mísseis balísticos em troca de tecnologia miliar russa – o número de projéteis enviados para Moscovo pode totalizar 2,5 milhões, segundo dados do Centro Analítico Britânico para Segurança.

De acordo com fontes dos serviços de Inteligência americanos, citados pelo jornal, uma empresa de fachada norte-coreana abriu recentemente uma conta noutro banco russo, prova de que Moscovo está a ajudar Pyongyang a escapar às sanções das Nações Unidas, que proíbem a maioria dos bancos de fazerem negócios com a Coreia do Norte: estas sanções têm prejudicado consideravelmente a economia norte-coreana e bloquearam o país das redes financeiras internacionais.

Os especialistas acreditam que o acesso às redes financeiras é apenas um item da lista de desejos da Coreia do Norte, que está especialmente interessada em receber tecnologia militar avançada da Rússia, como satélites e submarinos nucleares, em troca de armas.

As ligações bancárias podem ser especialmente importantes para a Coreia do Norte, que depende das importações para sustentar grande parte da sua economia. O acesso às redes bancárias internacionais pode facilitar as transações através de Moscovo com a África do Sul, a Turquia e outros países mais distantes que ainda realizam comércio com a Rússia, além da própria Rússia.

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